Descumprimento da medida pode levar à prisão imediata, segundo Moraes; ex-presidente cancelou entrevista que iria ao ar nesta segunda-feira
Segundo Moraes, essa medida faz parte das restrições impostas ao ex-presidente por conta das investigações que apuram possíveis tentativas de obstrução da Justiça.
“A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, imposta a Jair Messias Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros, não podendo o investigado se valer desses meios para burlar a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão”, escreveu o ministro em sua decisão.
Horas antes de a decisão vir a público, Bolsonaro já havia cancelado uma entrevista ao vivo que estava prevista para esta segunda-feira no portal Metrópoles, via YouTube.
As restrições ao ex-presidente vêm se acumulando desde a última sexta-feira, quando Moraes já havia proibido Bolsonaro de usar redes sociais e imposto o uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente também deve se recolher em casa à noite durante a semana e o dia todo aos fins de semana.
Entre outras limitações, está vetado de se comunicar com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além de embaixadores e de qualquer aproximação com sedes diplomáticas.
A justificativa para as proibições, segundo Moraes, é que pai e filho teriam atuado em conjunto com autoridades dos Estados Unidos para tentar inibir o funcionamento do STF, no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.








