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Missão de senadores brasileiros chega a Washington para tentar reverter tarifaço americano

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Senadores

Agenda oficial prevê compromissos entre senadores brasileiros e lideranças norte-americanas até a próxima quarta-feira quando apresentam resultados da missão

O primeiro compromisso oficial da comitiva será na residência da Embaixadora do Brasil em Washington. Em seguida, os senadores terão reuniões importantes na Câmara de Comércio e participarão do Conselho Empresarial dos Estados Unidos, buscando apoio e diálogo com o setor privado americano.

Na terça-feira (29), o roteiro prevê uma série de encontros estratégicos com autoridades norte-americanas, cujos detalhes específicos sobre os participantes ainda não foram divulgados. O objetivo é apresentar os argumentos brasileiros e buscar uma via para a negociação.

O último dia da agenda dos senadores, quarta-feira (30), incluirá uma reunião no Conselho das Américas. Ao final, os parlamentares farão um balanço das tentativas de negociação, avaliando os resultados na busca por um fim à “queda de braço” econômica entre os dois países.

Tensão política ameaça esforços diplomáticos

No cenário interno, a missão enfrenta a tensão de uma disputa política que coloca a crise internacional como palco. O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou publicamente que apenas Eduardo Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teriam legitimidade para negociar com Donald Trump.

Essa afirmação, no entanto, afronta diretamente a tentativa dos senadores de buscar uma solução pacífica e republicana através do diálogo institucional. A delegação busca evitar que o Brasil seja taxado em 50% em suas exportações para os EUA, prazo que vence na próxima semana.

A comitiva é composta por senadores de diferentes espectros políticos, demonstrando uma união de forças em prol dos interesses nacionais: Nelsinho Trad (PSD-MS), Tereza Cristina (PP-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Fernando Farias (MDB-AL), Marcos Pontes (PL-SP), Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Viana (PODE-MG). A expectativa é que, apesar das divisões internas, prevaleça o interesse do país em reverter a iminente taxação.

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