A mobilização das equipes de emergência evidenciou o esforço conjunto para garantir atendimento rápido e digno à criança em seus últimos momentos
Morreu no fim da tarde desta segunda-feira (2) a menina de 7 anos que foi transportada em uma complexa operação de emergência, mobilizando equipes de Santa Catarina e do Paraná. Moradora de Canoinhas, a criança lutava há três anos contra um câncer raro e agressivo e não resistiu, apesar da corrida contra o tempo para levá-la a um hospital de referência em Curitiba.
No domingo (1º), a menina seguia com a família para a capital paranaense, onde realizava tratamento no Hospital Erastinho, quando passou mal ao chegar em Garuva, no Norte catarinense. Diante da gravidade do quadro, o pai buscou ajuda em uma unidade da Polícia Rodoviária Federal na BR-101.
Com o trânsito intenso também na BR-376, o deslocamento por terra tornava-se lento e arriscado. A PRF iniciou uma escolta até o pátio do pedágio de Garuva e articulou o envio de uma aeronave. Após a regulação médica, a criança e a mãe foram transferidas para um helicóptero da PRF, que seguiu diretamente para o Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba.
O trajeto aéreo reduziu para cerca de 20 minutos um percurso que levaria mais de duas horas por estrada. No aeroporto, uma ambulância de suporte avançado aguardava para conduzir a menina até o hospital.
Segundo a família, ao longo do tratamento a criança passou por diversas cirurgias, incluindo a retirada de seis tumores. Um novo protocolo iniciado em novembro a deixou bastante debilitada e, no começo deste ano, ela passou a receber cuidados paliativos, após o esgotamento das possibilidades terapêuticas.
Já internada em Curitiba, a menina ainda conseguiu realizar, no domingo, um desejo especial: visitar o litoral antes de retornar ao hospital. Horas depois, apesar de todos os esforços médicos e da mobilização das equipes de emergência, ela não resistiu.
Homenagens emocionam nas redes sociais
A morte da criança gerou comoção e uma onda de homenagens nas redes sociais. Em uma mensagem comovente, a mãe se despediu com palavras de dor e amor: “Descanse em paz, minha filha. Acabou teu sofrimento”.
Amigos da família também destacaram a força e a luz deixadas pela menina durante a luta contra a doença. “Mesmo tão pequena, você ensinou tanto. Você foi uma guerreira, foi luz. O céu te recebe em festa e, com toda certeza, esse seu sorriso lindo e sua alegria vão nos iluminar para sempre”, escreveu uma amiga.
A menina havia completado 7 anos em novembro e, durante o tratamento, a família chegou a organizar uma vaquinha para custear a permanência em Curitiba, onde ela recebia atendimento especializado.
Velório e sepultamento
A criança deixa enlutados o pai, a mãe, a irmã, os avós e demais familiares e amigos. O velório ocorre no Centro de Velórios Unissel. O sepultamento está marcado para esta terça-feira (3), às 16h, no Cemitério Jardim das Hortênsias.








