Mãe foi presa preventivamente
A mãe suspeita de matar a própria filha de 2 anos e oito meses, em Balneário Gaivota, no Extremo Sul de Santa Catarina, deve realizar um exame de sanidade mental. O caso, que chocou o estado pela brutalidade e pela forma como a criança foi encontrada — quase decapitada — segue em investigação.
O juiz converteu a prisão em flagrante da suspeita em prisão preventiva e determinou a realização do exame, conforme informou Jorge Ghiraldo, delegado que atuou inicialmente no caso. A partir de agora, o delegado André Coltro, de Balneário Gaivota, lidera as investigações e tem 10 dias para concluir o inquérito policial.
O crime ocorreu em 11 de setembro, por volta do meio-dia, no bairro Jardim Ultramar. “Estamos aguardando o laudo de local de crime e o laudo cadavérico, além do exame de insanidade mental da indiciada”, pontuou Coltro ao ND Mais. Ghiraldo descreveu o cenário como “horrível, até para os policiais que estão acostumados”, relatando um “corte profundo no pescoço que quase decapitou aquela criança”.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher estava sozinha com a filha na cozinha quando o crime aconteceu. O pai estava na sacada com a outra filha do casal, que possui necessidades especiais. O filho mais velho não estava em casa. A hipótese de outra pessoa ter entrado na residência e cometido o assassinato foi descartada.
A suspeita relatou que se recorda de ter preparado comida para a filha mais nova e, em seguida, para a filha com necessidades especiais. Depois, teria chamado o marido, que questionou o que ela havia feito, sem que ela soubesse explicar.
“O que nos resta a entender é que ela estava em surto psicótico. Vasculhamos o telefone celular, não havia nada comprometedor, então não resta outra alternativa a não ser submeter essa mãe a um exame de insanidade mental para saber se naquele momento que cometeu o crime ela estava com suas faculdades mentais normais”, explicou Ghiraldo.








