O evento, que reuniu cerca de 12 mil prefeitos, vice-prefeitos e secretários, teve momentos de tensão durante o discurso do Lula
Desde o início de sua fala, Lula buscou enfatizar que seu governo atende a todos os prefeitos, independentemente da filiação partidária. “Eu duvido que tenha um prefeito, de qualquer partido político, que um dia possa dizer que ele não foi atendido no governo por causa da sua filiação partidária…”, declarou, recebendo tanto vaias quanto aplausos novamente. No ano passado, o presidente já havia enfrentado reações negativas e vaias em sua participação no mesmo evento.
Apesar das manifestações de descontentamento, o presidente também recebeu apoio e aplausos durante seu discurso.
Críticas às Emendas Parlamentares
Durante o encontro, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, dirigiu críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em relação às mudanças na legislação sobre emendas parlamentares. “Agora com a nova lei, que foi a decisão do Supremo… limita tudo”, reclamou Ziulkoski.
Em resposta, Lula classificou o discurso de Ziulkoski como “inflamado” e defendeu que o Poder Judiciário só deve ser acionado quando todas as vias políticas forem esgotadas. “É importante que a gente tenha claro que as coisas só podem ir para o Judiciário quando a nossa capacidade política for exaurida…”, disse o presidente, ressaltando a importância do diálogo e da resolução política antes de recorrer à Justiça.








