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Justiça solta casal flagrado com R$ 25 milhões em drogas em Balneário Camboriú; PMs serão investigados

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Casal foi preso em flagrante pela Polícia Militar nesta terça-feira

A Justiça de Santa Catarina concedeu liberdade provisória a Julian Felipe Feitosa, de 28 anos, e sua esposa, Isabella Poli, 30, flagrados pela Polícia Militar com 176 kg de cocaína e 12,7 kg de crack em um apartamento em Balneário Camboriú. A decisão, que ocorreu cerca de 24 horas após a prisão, também determinou a investigação da conduta dos policiais militares envolvidos, a pedido do juiz.

A operação teve início após uma denúncia anônima. A PM em vigilância flagrou Julian descarregando sacos de estopa de um veículo para a garagem do prédio. No interior dos sacos, foram encontrados 128 tabletes de cocaína e 12 de crack, com a carga total avaliada em até R$ 25 milhões.

Apesar da quantidade milionária de drogas, o juiz Guilherme Faggion Sponholz, da Vara Regional de Garantias de Balneário Camboriú, determinou a liberdade provisória de Julian. A decisão foi justificada pela ausência de antecedentes criminais do suspeito e pela falta de elementos, até o momento, que comprovem sua ligação com uma organização criminosa. O juiz ressaltou que, por si só, a grande quantidade de droga não justifica a prisão preventiva e que o réu agia, aparentemente, “apenas como guardador da droga”.

Julian foi solto sob a condição de cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, proibição de sair da comarca sem autorização judicial e recolhimento domiciliar noturno. Sua esposa, Isabella, já havia sido liberada antes da audiência de custódia, após Julian assumir a responsabilidade total pela droga.

O magistrado também autorizou a quebra de sigilo dos dados dos celulares e dispositivos eletrônicos do casal, que serão periciados pela Polícia Civil para apurar eventuais conexões com outros envolvidos no tráfico.

Além do processo sobre o tráfico de drogas, o juiz abriu uma nova frente de investigação. Julian alegou ter sido agredido por policiais militares durante a prisão. Diante da denúncia, o magistrado determinou que a Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú apure formalmente a conduta dos agentes.

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