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Justiça reduz penas dos quatro condenados pelo incêndio da Boate Kiss

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Tragédia na Boate Kiss aconteceu em 27 de janeiro de 2013 e deixou 242 pessoas mortas e outras 636 feridas

Em uma nova decisão judicial, a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reduziu as penas dos quatro condenados pelo incêndio da Boate Kiss. A decisão, proferida por unanimidade nesta terça-feira, 26, manteve as prisões, mas alterou as sentenças que haviam sido aplicadas no júri popular de dezembro de 2021.

As novas penas, que variam de 11 a 12 anos de reclusão, foram fixadas após o julgamento dos recursos solicitados pelas defesas dos réus. A relatora do caso, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, acatou parcialmente os pedidos, redimensionando a dosimetria das penas.

As novas penas são:

  • Elissandro Spohr: 12 anos de prisão
  • Mauro Hoffmann: 12 anos de prisão
  • Marcelo de Jesus dos Santos: 11 anos de prisão
  • Luciano Bonilha Leão: 11 anos de prisão

A decisão judicial afastou a tese das defesas de que o veredito do júri de 2021 foi contrário às provas apresentadas. O Ministério Público, representado pela procuradora Irene Soares Quadros, manifestou-se contra a redução das penas, destacando a intensidade do sofrimento das vítimas e as graves consequências da tragédia para a comunidade de Santa Maria.

Em agosto de 2022, o julgamento original já havia sido anulado por irregularidades processuais, como falhas na escolha dos jurados e nos quesitos formulados.

O incêndio na Boate Kiss, que ocorreu em Santa Maria na madrugada de 27 de janeiro de 2013, resultou na morte de 242 pessoas e deixou 636 feridas, a maioria por asfixia devido à fumaça tóxica.

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