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Justiça nega liberdade provisória para acusadas de roubo a ônibus

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou pedido de habeas corpus para Maila Ribeiro Morais, 28 anos, e de Roseli Moraes, 29 anos. Elas foram presas no dia 10 de outubro deste ano em Curitiba (PR) juntamente com Levi Pereira, 30 anos, Sidnei Ferreira de Amorim, 31 anos, e Márcio José Gonçalves Oliveira, 32 anos.

A defesa definiu como ato ilegal proferido pelo juiz da Comarca de Joaçaba, alegando que as duas sofrem constrangimento com a manutenção das prisões preventivas, que se deram em razão da prática, em tese, de delitos de roubos contra ônibus.

O recurso aponta ainda que não está demonstrada a participação das rés nos crimes, até por serem esposas dos acusados, fazendo com que a prisão não seja fundamentada. A Procuradoria Geral de Justiça emitiu parecer contrário, afirmando que a prisão de Roseli foi decretada em virtude de sua convivência com Sidnei Ferreira Amorim, por estar na posse de um telefone supostamente roubado de uma das vítimas e pelos diversos contatos com conversas suspeitas e, supostamente relacionadas às ações criminosas.

Maila é companheira de Levi Pereira, outro forte suspeito de integrar a quadrilha e auxiliou Sidnei a encontrar Roseli quando havia se perdido durante o resgate do dia 16 de setembro após o roubo a dois ônibus na rodovia Régis Bittencourt, na cidade de Cajati/SP.

Na residência de Maila a polícia encontrou um revólver calibre 38. que ela não explicou a origem. “De mais a mais, por ser companheira de Levi Pereira, conhecer os demais envolvidos e trabalhar na loja de celulares diariamente é difícil crer que ela não soubesse da trama criminosa que supostamente se desenvolvia a seu redor”, apontou o relator.

Outro fator anotado na justificativa da rejeição do recurso é que, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça de Joaçaba, a polícia, em uma das maiores operações dos últimos tempos, encontrou com um dos suspeitos dois fuzis, uma metralhadora, quatro pistolas, farta munição de todos os calibres, uniformes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil e de empresas que prestam limpeza em rodovias, rádios comunicadores, botas tipo coturno, um revólver calibre 38 e outros objetos.

“A quantidade e a natureza do que foi apreendido ressoa, a meu ver, na periculosidade de todos os envolvidos, o que determina a prisão, até para evitar a reiteração de condutas”, finaliza a decisão.

A prisão dos suspeitos

A prisão ocorreu na Estrada Geral das Onças, zona rural a 30 quilômetros de Curitiba. Oito policiais civis catarinenses cercaram a chácara do suspeito de guardar o armamento da maior considerada maior quadrilha de assalto a ônibus de sacoleiros do Sul do país.

A quadrilha que não tinha, até então, nenhuma passagem pela polícia agiria simulando blitz em pelo menos 15 roubos em rodovias de SC, PR, SP e RS.

O bando também é acusado de roubar caminhões e máquinas agrícolas. Roseli é irmã de Nestor Morais, preso em Caçador por assalto a ônibus em SC e SP. O irmão dele também está preso por assalto a ônibus e homicídios, incluindo o de um policial do PR.

Eles foram indiciados por formação de quadrilha, roubo, posse de arma de calibre restrito e posse ilegal de arma.

Com informações da Rádio Catarinense.

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