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Júri do caso Rafael é cancelado após juíza negar pedido da perícia de um áudio

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Poucas horas após ter iniciado, o júri de Alexandra Salete Dougokenski, acusada de matar o próprio filho de 11 anos em maio de 2020, foi cancelado na manhã desta segunda-feira, dia 21.

A decisão de deu depois que a juíza presidente, Marilene Parizotto Campagna, negou o pedido para a realização de uma perícia em um áudio sobre o crime. Por conta disso, a banca de defesa de Alexandra abandonou o Tribunal do Júri, e o julgamento deverá ser marcado para uma nova data.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul frisa que poderá haver aplicação de multa aos advogados.

O que aconteceu

Na manhã desta segunda-feira, os advogados da mulher alegaram ter identificado entre os áudios extraídos do celular do pai do menino, Rodrigo Winques, que constam no processo, uma mensagem que supostamente seria da vítima.

A defesa, então, pediu à juíza que fosse realizada uma perícia para identificar se a voz é da vítima, porque a data da mensagem não conferiria com a que consta na denúncia como sendo a da morte da criança.

De acordo com o advogado Gustavo Nagelstein, que fez a sustentação no plenário, trata-se de prova técnica necessária para que se possa avançar no processo.

O Ministério Público, autor da acusação, se manifestou contrário ao pedido, argumentando que o prazo para requerimento de provas já expirou. Alegou que a intenção da defesa é procrastinar o processo e que o fato não mudará a convicção de que Alexandra é a autora do crime.

Em razão de que o prazo para requerimento de provas já se encerrou, a magistrada negou o pedido. Diante disso, a defesa abandonou o plenário.

O crime

Alexandra é acusada de cometer homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual, por conta da morte do filho Rafael Mateus Wingues, que foi encontrado dentro de uma caixa de papelão que estava na garagem do vizinho.

Em entrevista concedida à RBS TV na época, Alexandra disse que deu dois comprimidos de Diazepam para que o filho dormisse. Depois de um tempo, notou que a criança estava com boca roxa e as mãos geladas, já sem vida.

Com uma corda amarrada ao menino, ela tirou o corpo dele do quarto e o escondeu na caixa de papelão que estava na garagem do vizinho, a cinco metros da residência dela.

Na casa da família estava também o irmão de Rafael, de 17 anos, o qual relatou não ter ouvido nada durante a madrugada. A mulher confessou o crime após se passarem dez dias e levou os policiais ao local onde havia deixado o cadáver.

Com informações Oeste Mais 

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