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VÍDEO: Jurados entendem pela condenação dos réus por homicídio e sequestro

O réu Cleiton da Silva Reval foi condenado a 16 anos e 3 meses de prisão pelo homicídio de Júlio Cesar Pereira Lopes. Já Cristiano Alves Antunes pegou 18 anos e 6 meses e Felipe Cesar da Luz, 15 anos e 9 meses. O júri foi realizado nesta sexta-feira, 18, no Fórum da Comarca de Caçador.

Os três réus eram acusados pela morte de Julio ocorrida no dia 1º de junho de 2014, em Calmon. A motivação do crime teria sido ciúmes e o mentor seria Cleiton .

A promotora,  Luciana Leal Musa, destacou por diversos momentos que os três teriam cometido os crimes em conjunto. Uma das qualificadoras apontadas pelo Ministério Público era o estupro, o que foi desqualificado pelos jurados. “Em relação ao crime de estupro, embora o Ministério Público tenha realmente  acreditado e pedido a condenação dos réus, era uma observação mais delicada do processo e o Ministério Público acata a decisão dos jurados”, enalteceu.

A defesa de Cleiton, Márcia Helena da Silva, alegou não ter ocorrido estupro nem sequestro da vítima, enquanto a defesa de Cristiano e Felipe, Jucemara Thibes dos Santos, que não quis gravar entrevista, negou a participação dos acusados no homicídio do jovem.

Para Márcia Helena, a condenação foi adequada.  “A pena é o que nós esperávamos. Óbvio que a gente não concorda em cem por cento , porque a tese puxou a desqualificação e também a questão do sequestro, mas os jurados entenderam e o juiz aplicou a pena e a gente entende que está adequada ao caso e a defesa não vai recorrer em relação à pena”.

O juiz, Rodrigo Dadalt, fez uma avaliação do júri desta sexta-feira. “Na data de hoje o julgamento foi relativamente rápido, tendo em vista que tanto o Ministério Público quanto a defesa foram bem objetivos na defesa das teses  e o Ministério Público também optou em não ir pra réplica, então isso abreviou bastante o tempo de julgamento”.

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