O julgamento de Cláudia Tavares Hoeckler está em andamento em Capinzal, e 12 testemunhas estão sendo ouvidas
Uma das amigas relatou ter presenciado uma agressão física em que Valdemir segurou a esposa pelo pescoço, na frente da filha do casal. Segundo ela, a violência só cessou após sua intervenção e a de sua mãe. O agressor, que pediu desculpas e alegou ciúmes, também teria jogado um carro contra a esposa em outra ocasião. A amiga afirmou que Cláudia sofria agressões psicológicas constantes e que a aconselhava a se separar, mas ela tinha medo de denunciá-lo.
Outra testemunha reforçou o relato, descrevendo o controle excessivo de Valdemir sobre a vida da esposa. Ela contou que Cláudia era proibida de trocar mensagens ou conversar livremente e que o marido checava seu celular. A amiga também disse que Valdemir interferia nas conversas pessoais das duas e que Cláudia teria revelado ter apanhado durante uma noite inteira, apresentando hematomas pelo corpo.
A promotoria, no entanto, questionou as divergências entre o depoimento da amiga na delegacia e no júri. Confrontada sobre o porquê de não ter relatado as agressões anteriormente, a testemunha afirmou que no tribunal estava dizendo a verdade. A defesa de Cláudia tenta comprovar que ela foi vítima de violência doméstica durante os 20 anos de relacionamento com a vítima.








