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Jovem que teve barriga cortada usou droga 50 vezes mais forte que heroína, aponta prontuário

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O prontuário médico do jovem que teve a barriga cortada e parte do intestino retirado para força na praia de Guarapari, no Espírito Santo, apontou uma alta dosagem de fentanil no sangue. O opioide mais potente do mundo é 50 vezes mais forte do que a heroína e 30 vezes superior à morfina.

O caso ocorreu na madrugada do dia 16 de janeiro. O estudante de 21 anos chegou na emergência do hospital com trauma abdominal e fraturas no rosto.

A equipe médica que o atendeu identificou vestígios de fentanil após a namorada do jovem não relatar à polícia que a substância havia sido usada. As informações são do G1.

O uso da droga pode causar euforia seguida de relaxamento intenso, segundo a psiquiatra Carolina Coser. “Numa única dose, ela pode matar”, diz.

“Alguns ambientes cirúrgico hospitalares é utilizado fentanil. Normalmente, nessa modalidade, ele é utilizado como injetável e controlado pelo médico anestesista que vai controlar ali a dose para a pessoa passar pelo procedimento cirúrgico”, explicou André Bittencourt dos Santos, perito da PF.

Pouco usado no Brasil

O medicamento é pouco usado no Brasil, segundo o perito, porque pode causar vício com apenas uma dose. Além disso, pode deixar a pessoa em coma e levar à morte.

O perito explica que o fentanil é utilizado também como
“patch”, uma espécie de adesivo para pessoas que tem dor crônica. A substância é liberada através da pele lentamente e alivia a dor prolongada.

Estuda segue internado

O advogado das famílias dos jovens diz que o estudante permanece internado, se recuperando das lesões. Imagens que estão com a polícia mostram o jovem e a namorada caminhando pela praia durante a noite de 15 de janeiro e depois, na manhã do dia 16, o jovem já ferido sendo resgatado.

A Polícia Civil ainda tenta entender o que aconteceu e de quem partiu o ataque que fez com que o estudante ficasse com parte do intestino para fora. A polícia não divulgou detalhes sobre a investigações.

O advogado das famílias dos jovens disse que eles foram à praia afastada para comemorar uma viagem de estudos que o estudante faria e lá foram atacados, feridos e roubados por terceiros.

Com informações ND Mais 

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