Alison sofreu um grave acidente no início de 2026, durante um mergulho no mar, que resultou em uma lesão medular severa e o deixou paraplégico. Desde então, ele enfrenta um longo processo de recuperação, agora marcado pela possibilidade de participar de um dos tratamentos experimentais mais promissores em estudo no país.
A polilaminina é um polímero sintético inspirado na laminina, proteína natural essencial para a regeneração celular e para a comunicação entre neurônios. A substância vem sendo estudada há décadas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O tratamento consiste na aplicação direta do composto na região lesionada da medula espinhal. A proposta é estimular a reorganização das conexões nervosas interrompidas pelo trauma, possibilitando que sinais entre o cérebro e o corpo voltem a circular.
Estudos preliminares apontam que pacientes submetidos ao procedimento apresentaram recuperação parcial de movimentos e sensibilidade. Apesar dos resultados animadores, especialistas ressaltam que a terapia ainda está em fase experimental e precisa de estudos clínicos mais amplos para comprovar sua eficácia.
Marco científico para Santa Catarina
O Hospital Dom Joaquim passou a integrar oficialmente o protocolo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com supervisão direta da equipe de pesquisadores da UFRJ.
Além de representar uma nova esperança para Alison, o procedimento também marca um avanço para a medicina catarinense, já que a iniciativa contribui para a capacitação de profissionais locais e coloca o estado no centro de uma das pesquisas médicas mais observadas atualmente no Brasil.
Para a família do jovem, a possibilidade de participar do tratamento experimental representa esperança em meio aos desafios enfrentados desde o acidente.
