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Jovem que sofreu lesão medular em mergulho será primeiro catarinense a receber tratamento experimental com polilaminina

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Aplicação experimental no jovem será realizada em Sombrio e pode abrir novas perspectivas para pacientes com lesão medular

O jovem Alison Carvalho Saldivia, morador de Balneário Gaivota, será o primeiro paciente de Santa Catarina a receber o tratamento experimental com polilaminina, uma substância que pode auxiliar na regeneração de tecidos nervosos. A aplicação está marcada para esta quinta-feira (5), no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio.

Alison sofreu um grave acidente no início de 2026, durante um mergulho no mar, que resultou em uma lesão medular severa e o deixou paraplégico. Desde então, ele enfrenta um longo processo de recuperação, agora marcado pela possibilidade de participar de um dos tratamentos experimentais mais promissores em estudo no país.

A polilaminina é um polímero sintético inspirado na laminina, proteína natural essencial para a regeneração celular e para a comunicação entre neurônios. A substância vem sendo estudada há décadas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O tratamento consiste na aplicação direta do composto na região lesionada da medula espinhal. A proposta é estimular a reorganização das conexões nervosas interrompidas pelo trauma, possibilitando que sinais entre o cérebro e o corpo voltem a circular.

Estudos preliminares apontam que pacientes submetidos ao procedimento apresentaram recuperação parcial de movimentos e sensibilidade. Apesar dos resultados animadores, especialistas ressaltam que a terapia ainda está em fase experimental e precisa de estudos clínicos mais amplos para comprovar sua eficácia.

Marco científico para Santa Catarina

O Hospital Dom Joaquim passou a integrar oficialmente o protocolo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com supervisão direta da equipe de pesquisadores da UFRJ.

Além de representar uma nova esperança para Alison, o procedimento também marca um avanço para a medicina catarinense, já que a iniciativa contribui para a capacitação de profissionais locais e coloca o estado no centro de uma das pesquisas médicas mais observadas atualmente no Brasil.

Para a família do jovem, a possibilidade de participar do tratamento experimental representa esperança em meio aos desafios enfrentados desde o acidente.

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