Escolha de Adriano Silva para vice frustrou expectativa de aliança com o MDB e sinaliza opção por uma chapa mais ideológica na disputa estadual
A escolha de Adriano Silva, embora tecnicamente defensável ele é prefeito reeleito de Joinville com votação expressiva, rompe com a lógica tradicional de alianças mais amplas e sinaliza uma opção clara por concentrar a chapa no campo da direita, como os próprios protagonistas fizeram questão de enfatizar no anúncio. O movimento, ao mesmo tempo em que fortalece a identidade ideológica, reduz o espaço de negociação com partidos do centro, especialmente o MDB, que vinha sendo apontado como aliado natural para a vaga de vice.
Para o MDB, a decisão representa um revés político. A legenda esperava participar ativamente da composição majoritária, oferecendo musculatura eleitoral, capilaridade regional e tempo de TV ativos tradicionais em disputas estaduais. Ao ficar fora da vice, o partido tende a reavaliar seu posicionamento para as eleições, abrindo margem para novos arranjos ou até para uma postura mais independente.
Do ponto de vista estratégico, Jorginho Mello parece apostar que a popularidade administrativa de Adriano Silva e a narrativa de “união de propósitos” serão suficientes para compensar a ausência de uma coligação mais ampla. Resta saber se essa escolha, feita agora na pré-campanha, se sustentará até o período decisivo, quando alianças costumam pesar tanto quanto nomes.
Em resumo, o anúncio não apenas define um pré-candidato a vice, mas redesenha o tabuleiro político em Santa Catarina e deixa claro que a coligação com o MDB, dada como quase certa por muitos, ficou pelo caminho.








