O jogador caçadorense Anderson Alves, o “Caça”, que atua na equipe de futsal do Cascavel, teve um sério trauma na cabeça quando caiu na quadra na partida válida pelas quartas de final da Liga Futsal contra o Orlândia.
Após uma chegada forte de Vinícius, Caça acabou sendo atirado para fora de quadra e bateu com a cabeça no chão e em um banco próximo da linha lateral. O ala de Cascavel deixou o ginásio de maca e foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital da região.
De acordo com o supervisor Paulo Rocha, Caça perdeu a consciência a caminho do hospital, mas se recuperou na chegada ao local. Ele foi encaminhado para a UTI para ser entubado e passar por uma tomografia.
“Vim com a ambulância. Ele veio desacordado, eu tentava falar com ele, quem vinha na ambulância também. Ele subiu para fazer exames, foi entubado. Mas ser entubado é uma questão de precaução. Segundo o nosso médico que subiu lá, foi uma região complicada, na nuca, não houve ferimento, mas é uma região complicada. Vai fazer uma tomografia e vai continuar em observação. Temos que esperar”, relatou o dirigente.
Segundo o fisioterapeuta do clube, Fernando Gerônimo, somente o resultado do exame do atleta poderá dar um parecer melhor sobre sua situação.
“Posso te falar que ele está sendo avaliado. Teve um trauma occipital e cervical alto. Por precaução, foi entubado para fazer os exames. Está em uma tomografia. Não tem como dar uma posição agora, uma avaliação será feita pelos especialistas. É um procedimento normal ficar 24h, pelo menos, em observação. O médico do clube, Dr. Adilson, vai acompanhar a neurologista. Ele está muito bem amparado, o clube tem muita estrutura e o hospital é referência”, tranquilizou o fisioterapeuta do Cascavel.
Pego como culpado pela situação delicada do adversário, Vinícius não chegou a se desculpar pelo lance. Pelo contrário. Mesmo reconhecendo que entrou forte na dividida, o ala de Orlândia afirmou que acertou a bola E reclamou do pouco espaço entra a quadra e as grades e paredes do ginásio.
“Acabei chegando com o corpo. Toquei na bola. Infelizmente, deslocou muito forte. A proteção… é tudo perto. Em todas as bolas, se pensar como for levar, o adversário te ganha sempre. Fica uma situação complicada. Se viram no vídeo que fui na bola, então fica difícil comentar alguma coisa”, afirmou.
Para Fernando Gerônimo, não houve maldade no lance. “É difícil falar em maldade no lance. Foi uma infelicidade. Um cara do gabarito dele, nunca vamos pensar que foi com maldade, que entre dessa maneira”, comentou o fisioterapeuta.
O Cascavel venceu a partida por 4 a 1 e tem a vantagem no tempo regulamentar do jogo de volta, marcado para 5 de outubro, em Orlândia (SP). A equipe do ala Falcão precisa vencer no tempo normal para forçar a prorrogação. O time paulista então passa a ter a vantagem do empate no tempo adicional, por ter melhor campanha na fase anterior.








