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Javalis provocam prejuízos de mais de R$ 2 milhões na safra de SC

Os javalis provocaram prejuízos de mais de R$ 2 milhões na última safra na Serra e no Oeste de Santa Catarina. Além da caça autorizada, os municípios estudam outros métodos, como armadilhas, para tentar conter os animais.

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Em estradas rurais ou andando livremente pelos campos, os javalis se tornaram um dos maiores perigos das lavouras catarinenses. Somente entre os 70 associados de uma cooperativa, as perdas na última colheita chegam a 5% do que foi plantado em 20 mil hectares.

“Nos últimos levantamentos feitos dessa safra, chegamos na cifra de R$ 2 milhões de dano”, lamentou o chefe de unidade da cooperativa, Jocelito Matos.

O alimento preferido dos javalis é o milho, mas a soja também é atacada. Em lavouras pequenas o estrago é rápido. Dependendo da quantidade de animais, em apenas uma noite os javalis podem devorar um hectare inteiro.

Doenças

A preocupação também é grande com a possibilidade de transmissão de doenças para os suínos criados no estado. Para monitorar a situação, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) coleta amostras de sangue dos javalis abatidos. O estado também não permite o transporte e o comércio da carne do animal selvagem.

“Temos o receio que ele possa carrear várias doenças, e o nosso principal objetivo é o agente da peste suína clássica, que a gente é livre”, explicou o coordenador de Defesa Sanitária e Animal, Bernard Borchardt.

Caça

Até agora, o método de controle mais utilizado é a caça, autorizada desde 2010. De 2011 até o ano passado, a Polícia Militar Ambiental emitiu 534 autorizações para o abate de javalis. O resultado foram mais de 3,4 mil animais abatidos. Até março deste ano já tinham sido emitidas 155 licenças para a caça só na região serrana.

“Quando a gente expede a permissão para o abate, a gente orienta as pessoas, os autorizados, que nos tragam relatórios mensalmente, ou até semestralmente. Só que a gente sabe que as pessoas não trazem. Então é sabido que o número de animais possivelmente é bem maior do que nos apresentam”, disse o cabo Antonio Marcos de Jesus, da Polícia Militar Ambiental.

Fonte: Oeste Mais

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