Trump anunciou um cessar-fogo entre israelenses e iranianos, paralisando temporariamente o conflito entre os dois países
O chefe do Estado-Maior israelense, general Eyal Zamir, afirmou que o exército de seu país agora retorna à “libertação dos reféns e à destruição do regime do Hamas“. Essa posição é endossada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Do lado iraniano, o presidente Masud Pezeshkian declarou o fim da guerra em um discurso transmitido pela agência estatal Irna. “Após a heroica resistência de nossa grande nação, assistimos ao estabelecimento de uma trégua”, afirmou.
Apesar do acordo, houve acusações mútuas de violações nos minutos finais antes da entrada em vigor da trégua. Israel alegou que o Irã lançou mísseis após o horário combinado, enquanto Teerã, por sua vez, afirmou ter respondido a ataques anteriores vindos de Tel Aviv.
Donald Trump declarou ter evitado uma escalada maior ao pressionar Netanyahu. Segundo o presidente estadunidense, Israel preparava uma ofensiva massiva, mas recuou após uma “ligação dura”. “Ficaria realmente infeliz se Israel atacasse o Irã”, disse Trump.
Com o cessar-fogo, o espaço aéreo israelense foi reaberto e a maioria das restrições de guerra foram retiradas, principalmente no que tange ao movimento de cidadãos e à atividade econômica. Os aeroportos retomaram as operações completas e os militares flexibilizaram as diretrizes defensivas em todo o país. No entanto, áreas próximas à Faixa de Gaza permanecem sob alerta em virtude da continuidade das operações militares na região.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Tel Aviv respeitará o cessar-fogo enquanto Teerã mantiver seus mísseis silenciados. O comunicado foi feito após uma conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth.
Países como China, Egito e Paquistão celebraram o cessar-fogo e pediram estabilidade regional. Os chineses reforçaram seu apoio ao Irã, enquanto os egípcios prometeram “mediar esforços” para conter futuras escaladas.










