Sem influência de El Niño ou La Niña, inverno será marcado por dias frios, ocorrências de geadas e chances de neve em Santa Catarina

Influência climática e chuvas
A principal mudança para este inverno é a ausência dos fenômenos El Niño e La Niña, resultando em um cenário de neutralidade térmica no Pacífico Equatorial. Essa condição diminui a probabilidade de anomalias climáticas extremas. Contudo, a tendência de resfriamento das águas equatoriais pode gerar impactos no final do inverno e início da primavera.
Em relação à precipitação, espera-se volumes abaixo da média em diversas regiões, incluindo o centro, sul e leste do Rio Grande do Sul. Por outro lado, áreas do leste de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo poderão registrar volumes de chuva um pouco acima da normalidade.
Temperaturas e ondas de frio
A Climatempo indica que o inverno de 2025 terá mais dias frios do que os observados em 2023 e 2024, embora o encerramento da estação ainda deva apresentar temperaturas acima da média histórica. Períodos de calor moderado são esperados no Centro-Oeste e em estados como Tocantins durante agosto e setembro, mas sem episódios prolongados de calor extremo.
A primeira onda de frio mais intensa está prevista para o final de junho, com potencial para causar uma forte queda de temperatura no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até friagem severa em partes da Amazônia Ocidental (Rondônia, Acre e sul do Amazonas). Essa massa de ar frio poderá estabelecer novos recordes de temperatura mínima em 2025.
Além disso, há uma maior probabilidade de eventos de geada ampla, especialmente na região Sul, com risco também em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, condição pouco observada nos últimos dois anos.
Previsão de neve em Santa Catarina
A chance de neve neste inverno é consideravelmente mais alta, com a possibilidade do fenômeno ocorrer entre os meses de julho e agosto, reforçando um cenário de estação mais rigorosa.
De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, Santa Catarina terá pelo menos três episódios de neve e chuva congelada. “O mês de julho terá uma quinzena mais úmida, próximo da média, e outra mais seca, com temperatura também dentro da média climatológica”, explica.
Para o mês de agosto, espera-se o retorno de chuvas um pouco mais frequentes. “Provavelmente ainda vai ter mais umas três ou quatro ondas de ar frio polar que podem ter o potencial para estar reforçando episódios de geada”, alerta Scheuer.








