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Inflação sobe após dois meses de queda, diz IBGE

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Em dois meses consecutivos de deflação, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo 15), prévia da inflação do mês de outubro, subiu 0,16%. Os números foram divulgados, nesta terça-feira (25), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a Agência Brasil, a alta no IPCA-15, referente ao mês de outubro, se deu por conta do impacto no grupo de Saúde e Cuidados Pessoais, principalmente influenciados pela elevação nos planos de saúde (1,44%).

“Essa aceleração foi influenciada por reajustes autorizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) nos planos de saúde contratados antes da Lei nº 9.656/98 e com vigência retroativa desde julho. O aumento nos preços de itens de higiene pessoal (1,10%) também influenciou a alta no grupo”, informou o IBGE.

Entre os grupos, o Vestuário registrou a maior variação (1,43%). Os destaques foram as altas de calçados e acessórios (1,82%), das roupas infantis (1,71%) e das joias e bijuterias (1%). Já as roupas masculinas (1,54%) e femininas (0,98%) apresentaram desaceleração ante o mês anterior.

Segundo o IBGE, a alta de Alimentação e Bebidas (0,21%), grupo que havia recuado em setembro, também explica a volta do índice geral para o campo positivo.

Influenciada pelo aumento nos preços das frutas (4,61%), da batata-inglesa (20,11%), do tomate (6,25%) e da cebola (5,86%), a alimentação no domicílio subiu 0,14%. Em movimento contrário, o leite longa vida (-9,91%), o óleo de soja (-3,71%) e as carnes (0,56%) registraram quedas nos preços.

A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,37% em outubro. Enquanto a refeição (0,44%) teve variação superior à do mês anterior (0,36%), o lanche desacelerou de 0,94% para 0,23%.

Combustíveis seguram prévia da inflação

O resultado do IPCA-15 foi influenciado pela queda no grupo dos Transportes, de -0,64%, que contribuiu com -0,13 p.p. (ponto percentual) no índice do mês. Dos 367 subitens pesquisados pelo IBGE, a gasolina foi o que teve o impacto negativo mais intenso, de -0,29 p.p.

No período, os combustíveis tiveram redução de 6,14% nos preços: etanol (-9,47%), gasolina (-5,92%), óleo diesel (-3,52%) e gás veicular (-1,33%). Houve queda também na tarifa de ônibus urbano (-0,6%).

Ainda em Transportes, foram registradas altas nas passagens aéreas (28,17%), cujos preços aceleraram em relação a setembro (8,2%). Outros subitens importantes, como emplacamento e licença (1,72%) e conserto de automóvel (0,64%), continuaram em alta.

Assim como no mês anterior, somente três dos nove grupos do IPCA-15 tiveram queda de preços. Além de transportes, as maiores retrações de outubro foram observadas em comunicação (-0,42%) e artigos de residência (-0,35%).

Os demais grupos ficaram entre o 0,19% de educação e o 0,57% de despesas pessoais. A queda em comunicação foi influenciada pela redução nos pacotes de acesso à internet (-1,69%), nos planos de telefonia móvel (-1,35%) e nos preços dos aparelhos telefônicos (-0,87%).

*Com informações da Agência Brasil e do portal R7

 

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