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Hospitais privados de SC estão proibidos de realizar cirurgias eletivas; entenda

Por causa do risco de desabastecimento de medicamentos e do avanço da pandemia, o governo de Santa Catarina suspendeu cirurgias eletivas de média e alta complexidade em clínicas e hospitais privados. A decisão foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) de segunda-feira (22) e vale até 31 de março de 2021.

Estão suspensos os procedimento cirúrgicos realizados sob anestesia geral ou que precisem de sedativos e anestésicos intravenosos no transoperatório ou que impliquem em reserva de leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). As cirurgias de emergência permanecem autorizadas.

A medida visa conter a falta de medicamentos usados para intubação com pacientes com Covid-19, o chamado “kit Covid”. Na última semana, quatro hospitais privados da Grande Florianópolis anunciaram o esgotamento de vagas de leito de UTI e de equipamentos, como ventiladores mecânicos.
Prazo para informar medidas

Nesta segunda-feira (22), a Justiça concedeu ainda o prazo de 48 horas para o Estado informar quais medidas estão sendo tomadas para evitar desabastecimento de insumos relacionados ao tratamento da doença.

O promotor de Justiça, Luciano Naschenweng, considerou que medidas isoladas podem contribuir para se que pense que o Estado tem “pleno domínio da situação pandêmica, o que não é verdade”.

“No atual contexto da pandemia, a compra isolada de respiradores, implantações de leitos de UTI, controle diário do aumento do número de casos, a classificação de risco das regiões do Estado e, até mesmo, a interrupção de cirurgias eletivas, sem qualquer gerenciamento sobre a quantidade efetiva de medicamentos, caracteriza uma política tendente a deixar no imaginário dos cidadãos a ideia fictícia de que o Governo tem pleno domínio da situação pandêmica, o que sabemos não ser verdade”, pontuou.
Em fevereiro deste ano, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e o TCE (Tribunal de Contas do Estado) recomendaram ao governo que tomasse providências para prevenir a falta de insumos e profissionais nas UTIs destinadas à Covid-19.

O objetivo é cobrar medidas para que não haja falta de oxigênio, além de equipes para atender os pacientes em estado mais grave.

Até esta terça-feira, o Estado confirmou 1.040.198 casos de Covid-19. Foram registradas 22.123 mortes em decorrência da doença e, atualmente, 77.671 mil pessoas estão infectadas com o coronavírus.

Com informações ND Mais 

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