O vigia da prefeitura de Catanduvas, João Valmor Moreira Leite, é suspeito de ter inventado o próprio sequestro para dar uma escapadinha do trabalho. O caso foi registrado no dia 22 de abril.
João acionou a Polícia Militar noticiando um suposto crime de roubo, alegando que teria sido abordado em seu local de trabalho às 23h por três homens armados e encapuzados e sequestrado logo em seguida.
Contou também, que na ação, os bandidos teriam circulado com o seu veículo durante toda a madrugada e o libertado por volta de 4h, em Catanduvas. Por fim, forneceu detalhes sobre a forma de agir dos autores, bem como características sobre o armamento utilizado na ação criminosa, dizendo tratar-se de uma pistola preta e uma “arma longa”.
Após tomar ciência dos fatos, a Polícia Civil deu prioridade máxima ao caso, especialmente no sentido de se apurar quem eram os bandidos, pois, um crime com tamanha gravidade poderia provocar clima de insegurança generalizado, caso não fosse resolvido.
Acontece que, no decorrer dos trabalhos investigativos, os policiais começaram a desconfiar da veracidade da versão apresentada pela suposta vítima, ocasião em que decidiram mudar a linha da investigação. Nesse sentido, descobriram que João Valmor Moreira Leite inventou a história.
Conforme o relatório de investigação elaborado pelos policiais Nírio e Renato, João Valmor teria se deslocado em seu veículo na companhia de uma mulher (adolescente) até a cidade de Videira, sendo que, durante o trajeto, problemas mecânicos no automóvel o obrigaram a interromper a viagem ainda em Tangará, local em que o veículo foi encontrado.
Diante do contratempo e, possivelmente, querendo justificar a “saidinha” na madrugada, João decidiu comunicar falsamente um crime à Polícia Militar de Catanduvas, mobilizando grande efetivo na tentativa de localizar os supostos ladrões.
Esta prática é crime de acordo com o artigo 340 do Código Penal, com pena prevista de seis meses de detenção e multa.
Cumpre informar que a atitude de João Valmor não se trata de um caso isolado em nossa região, quando cidadãos acionam a força pública no sentido de se furtar a aplicação da lei ou, em muitos casos, justificar erros de âmbito privado, deixando claro que a Polícia Civil está atenta a tais práticas, destacou o delegado Bruno Boaventura Mota.
Com informações de Michel Teixeira.








