Homem foi condenado a sete anos em regime inicial fechado
A paciência da justiça (e da vítima, aparentemente) chegou ao fim para um homem que foi condenado a sete anos e sete meses de prisão, em regime inicial fechado, por uma insistente tentativa de homicídio. O réu, cuja identidade não foi revelada, tentou tirar a vida da mesma pessoa por duas vezes na cidade de Concórdia, em um episódio que mais parece enredo de filme do que realidade.
O Tribunal do Júri acolheu a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pelo Promotor de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos, e condenou o agressor por dupla tentativa de homicídio qualificado (motivo fútil) e por corrupção de menor.
A Saga das Tentativas de Homicídio
De acordo com os autos, vítima e condenado se conheciam e eram amigos. A “amizade” desandou quando o réu passou a acusar a vítima de ter agredido seu filho. Foi então que, no dia 6 de outubro de 2018, por volta das 18h, na Rua Santo Isaías, bairro Santa Rita, a trama começou a se desenrolar.
A vítima estava finalizando uma obra quando o réu surgiu, proferindo ameaças de que o iria “furar com uma faca e matar”. O agressor, não satisfeito, foi até sua casa e retornou acompanhado do filho adolescente, que iniciou uma chuva de pedras na direção do homem. Enquanto a vítima questionava o comportamento do garoto, o pai sacou uma arma de fogo e efetuou três disparos em sua direção. Por sorte (ou milagre!), a vítima não foi atingida e conseguiu se abrigar em uma residência vizinha.
Mas a história não terminaria ali. Mais tarde, por volta das 21h15 daquele mesmo dia, pai e filho – armados – foram até a frente da casa da vítima. Primeiro, o adolescente atirou pedras na residência, enquanto o pai disparava contra o homem. Pouco depois, o próprio garoto também efetuou disparos contra a vítima que, mais uma vez, conseguiu se proteger e saiu ilesa. Uma verdadeira “teimosia” em tentar cometer o mesmo crime.








