Homem começou com os abusos em 2019 quando a vítima ainda era criança
Um homem foi condenado a 27 anos, dois meses e 20 dias de reclusão por estupro de vulnerável e dois meses e seis dias de detenção por ameaça, após abusar sexualmente da neta de sua companheira e intimidá-la para que mantivesse o crime em segredo. A decisão foi proferida em uma ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Os abusos começaram em 2019, quando a vítima ainda era criança, e persistiram até 2023, quando ela já era adolescente. O réu aproveitava momentos em que estava sozinho com a vítima para cometer os crimes, tocando-a em suas partes íntimas, despindo-a ou observando-a durante o banho. Ele também a ameaçava, dizendo que ela “arcaria com as consequências se contasse algo para alguém”.
Os crimes foram revelados quando a menina começou a ter crises de choro e foi levada a uma psicóloga. Durante as sessões, ela relatou os abusos. A avó da vítima denunciou o companheiro à polícia, e o caso foi encaminhado à 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Fraiburgo, que iniciou a ação penal.
A promotora de Justiça Andréia Tonin destacou a crueldade da violência sexual contra crianças e adolescentes, especialmente quando praticada por alguém do convívio familiar. “O réu usou a confiança da família para silenciar a vítima, mas, graças à coragem da avó e ao trabalho das instituições envolvidas, a justiça prevaleceu”, afirmou.
A sentença do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) ressaltou a importância da palavra da vítima em crimes sexuais, que geralmente ocorrem na clandestinidade. O réu poderá recorrer da decisão em liberdade.
O caso tramita em segredo de justiça.








