Homem ainda teria ameaçado de morte conselheiras tutelares que atuaram no caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os abusos contra a filha adotiva começaram quando ela tinha apenas 8 anos. A violência foi reiterada e marcada por agressões físicas e intimidação psicológica. A criança chegou a engravidar, e um exame de DNA confirmou que o agressor era o próprio pai adotivo. Anos mais tarde, ele voltou a praticar abusos, desta vez contra a neta afetiva. Depoimentos e laudos periciais confirmaram a materialidade dos crimes.
O processo também comprovou que o homem ameaçou de morte as conselheiras tutelares que atuaram no caso, no momento em que as denúncias começaram a ser apuradas.
Além da prisão, a Justiça fixou indenizações de R$ 100 mil e R$ 50 mil em favor das vítimas. Para o promotor de Justiça Augusto Zanelato Júnior, a decisão reforça a importância de uma atuação firme e integrada na defesa da infância e da juventude, além da proteção dos profissionais que trabalham para garantir esses direitos. O nome da cidade não foi revelado porque o processo corre em segredo de Justiça.








