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Homem acusado de matar e ocultar corpo da advogada Karize Fagundes vai a júri popular

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Karize

Karize foi assassinada em setembro do ano passado e o corpo encontrado mais de um mês após sua morte, no Paraná

A Vara Criminal da comarca de Caçador decidiu levar a júri popular o homem acusado de matar e ocultar o corpo da advogada Karize Fagundes. A decisão judicial, proferida nesta quarta-feira (21), considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, justificando a pronúncia do réu.

O caso, investigado como feminicídio, chocou a comunidade local por ter sido motivado por ciúmes e sentimento de posse. A vítima, que estava em processo de recuperação cirúrgica e com a saúde debilitada, não teve condições de se defender das agressões.

Com a decisão, o acusado será julgado pelo Tribunal do Júri em data ainda a ser definida. O processo tramita em segredo de justiça.

Relembre o caso

De acordo com o Ministério Público (MP), o crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, na casa onde o casal vivia. O acusado teria enforcado a vítima com uma corda de sisal. A motivação, segundo a denúncia, foi o ciúme e a tentativa de controle sobre a companheira.

A brutalidade do ato foi agravada pela fragilidade física de Karize, que estava sem capacidade de reação. O crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia, uso de meio que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Após cometer o assassinato, o homem tentou esconder o corpo, o que levou à inclusão do agravante de ocultação de cadáver no processo.

Corpo encontrado no Paraná e provas cruciais

Após o feminicídio, o acusado transportou o corpo da vítima para uma área de mata próxima ao município de Palmas, no Paraná. Os restos mortais de Karize Fagundes só foram encontrados em 8 de novembro de 2024, mais de um mês após seu desaparecimento, enrolados em um cobertor.

A localização foi possível graças à análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos do réu, como celular e outros equipamentos apreendidos pela Polícia Civil. Informações de geolocalização, mensagens, áudios e imagens foram cruciais para reconstituir o trajeto feito por ele após o crime.

O homem foi preso em flagrante no município de Guaíra, também no Paraná. No momento da prisão, ele estava com diversos pertences de Karize Fagundes, o que reforçou os indícios de sua participação no crime. O inquérito policial reuniu provas técnicas e periciais que corroboraram a versão apresentada pelo Ministério Público, levando o juízo da Vara Criminal de Caçador a determinar a realização do julgamento popular.

O caso Karize Fagundes comoveu a comunidade caçadorense e de diversas regiões do Brasil, tornando-se mais um doloroso exemplo da persistência da violência contra a mulher.

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