Mãe e padrasto foram presos no sábado, em Campos Novos
Gritos e xingamentos diários seguidos de choro constante. Era essa a rotina na casa onde vivia a bebê de 8 meses que morreu com sinais de agressão em Joaçaba. A Polícia Civil, que investiga o caso, apurou que vizinhos ouviam brigas intensas entre a mãe e o padrasto, que foram presos no último sábado, 23, como principais suspeitos pela morte da criança.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Fernanda Gehlen, a mãe e o padrasto, que não estavam trabalhando, passavam a maior parte do dia trancados com a bebê e o irmão de 3 anos. O constante choro das crianças e os gritos de adultos eram relatos comuns na vizinhança. Ambos os suspeitos deram versões conflitantes e culparam um ao outro pelas agressões.
O laudo pericial confirmou que as lesões no corpo da criança, incluindo fraturas em diferentes estágios de cicatrização, são compatíveis com traumas contusos e repetidos.
A mãe e o padrasto da pequena Vitória, que negam ter agredido a criança, tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias. A Polícia Civil aguarda o laudo cadavérico final e a conclusão do inquérito. O irmão da vítima, de 3 anos, foi entregue à guarda do pai.
Em nota, o pai da bebê, Leoni Fernandes da Costa, lamentou a perda da filha e agradeceu o apoio da comunidade. Ele revelou que há dois meses tentava localizar as crianças após a ex-companheira mudar-se de casa sem dar notícias. O pai afirmou que buscará justiça pela filha e que se dedicará ao cuidado do filho mais velho, que já está sob sua guarda.








