Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, MPSC, mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos durante a Operação Resposta Certa, realizada na manhã da quarta-feira, 19, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, GAECO.
A ação faz parte de uma investigação sobre um possível esquema de fraude relacionado a gabaritos de concursos públicos. No total, foram 10 presos e 15 mandados de busca e apreensão cumpridos.
De acordo com Joel Rogério Furtado Júnior, coordenador do GAECO de Lages, ao todo foram cumpridos 10 mandados de prisões preventivas e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário de Tangará. “Chamou a atenção do Ministério Público a malversação do dinheiro público na Prefeitura do município de Ibiam, e as investigações apontaram que um secretário municipal chefiava um esquema que fraudava licitações, inclusive com o pagamento de propina a servidores públicos”, destacou.
Durante as investigações, que duraram cerca de quatro meses, foi descoberto também um direcionamento de processo seletivo, com favorecimento de pessoas que tiveram acesso aos resultados da prova. “Essa operação é emblemática para mostrar que a sociedade, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Polícia Civil e o GAECO não admitem fraudes em licitações, corrupção ou desvio de verbas públicas”, disse o promotor de justiça da Tangará, Renato Maia. Segundo ele, ligações telefônicas foram interceptadas, e através de relatórios elaborados pelo GAECO foi possível descortinar o esquema forte de propina, direcionamento de licitações, e por fim, a fraude e um processo seletivo para o magistério.
“Além dos crimes, esses atos cometidos por agentes públicos caracterizam improbidade administrativa, ou seja, não tiveram a honestidade no trato com a coisa pública, isso enseja ações de punição como perda de direitos políticos, funções públicas, bem como ressarcimento ao erário de todos os danos causados”, alertou o promotor.
Ele também afirmou que os documentos apreendidos, inclusive recibos de propina assinados por servidores, comprovam o esquema no ramo de veículos, festas e eventos, e concurso público, mas que envolvem também outros ramos, que ainda não foram revelados, pois as investigações estão em andamento.
“A fraude concentrava-se no município de Ibiam, e as buscas e prisões se estenderam para nos municípios onde moravam os empresários que participavam do esquema criminoso. No entanto, empresas e empresários de Joaçaba, Herval d´Oeste e Luzerna estão diretamente envolvidos. Temos que preservar nomes para evitar um julgamento antecipado, mas há provas robustas e documentais que serão apresentadas na denúncia dessas pessoas”, Relatou.
Em Joaçaba e Campos Novos duas pessoas foram presas durante busca e apreensão de documentos, pois possuíam armas de forma irregular em suas residências.
A investigação está relacionada a possíveis crimes de fraudes em licitações e contra a administração pública, em especial corrupção, informou o MPSC. Eles teriam a participação direta de servidores públicos da Prefeitura de Ibiam, que agiam, segundo a investigação, em conluio com empresários da região.
De acordo com o Gaeco, o esquema era liderado por um agente público, que operava também fraudes em concursos públicos. Ele privilegiava determinados candidatos e apadrinhados políticos fornecendo gabaritos das provas.
Com informações de Portal Caco da Rosa.








