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‘Feirão’ da defesa: advogados oferecem serviços a golpistas presos a R$ 1 mil por pessoa

A negociação era intensa na tarde desta segunda-feira, 9, nos corredores da Academia da Polícia Federal, em Brasília. Depois de um grupo de advogados ser levado a uma sala, a PF liberou os profissionais para conversarem com as primeiras pessoas detidas pelos atos antidemocráticos que culminaram na depredação de patrimônio público.  Foram priorizados os idosos que estão detidos na unidade de Sobradinho, no entorno de Brasília.

Nos corredores da PF, advogados começaram a chamar pessoas, tentando agrupá-las por cidades ou Estados. “Quem aqui é de Brasília e região?”, gritava um advogado. O espanto foi geral, ao ouvirem que estavam detidos e que seriam encaminhados para o Complexo Penitenciário da Papuda.

‘Hotelzinho de porta fechada’

Uma das preocupações dos detidos era saber, afinal, para qual área do Complexo Penitenciário da Papuda seriam encaminhados. Um dos advogados explicou que não não ficariam no meio de outros bandidos. “Vocês vão ficar na Papuda. É uma área especial, uma área custodiada, chamada quarentena, que é para quem ainda vai fazer audiência de custódia”, comentou. “É um hotelzinho de porta fechada, não é uma ala perigosa.”

Não há previsão de quando o trabalho com os advogados será concluído. Na tarde desta segunda-feira, 9, ônibus com mais pessoas detidas ainda entravam nas dependências da Academia da Polícia Federal. Os golpistas estão agrupados dentro de um tipo de ginásio que faz parte da estrutura da unidade da PF.

Durante as exposições dos crimes imputados aos detidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, advogados relataram acusações ligadas aos crimes da lei antiterrorismo e crimes de dano e de associação criminosa, além da “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, e de tentativa de golpe de Estado, todos previstos no Código Penal.

Com informações Terra 

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