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Feira itinerante vai levar alimentos orgânicos do assentamento aos bairros de Caçador

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Depois de uma importante participação na festa de comemoração dos 81 anos da emancipação política de Caçador, que se encerrou nesta segunda-feira , 23, as famílias assentadas no município  preparam um presente para a população. A partir da segunda semana de abril terá início a Feira Itinerante de Alimentos, que levará semanalmente  a produção orgânica do assentamento para os bairros da cidade.

 

O lançamento oficial das feiras itinerantes, que são uma promoção da Secretaria Municipal de Agricultura, foi realizado durante o evento. O propósito, segundo Ariel Stefaniak – coordenador de assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) na região -, foi aproveitar o intenso movimento de visitantes, estimado em 40 mil pessoas pelos organizadores do evento, para divulgar a produção orgânica das famílias assentadas, as datas, os locais e os horários onde as feiras irão acontecer.

 

Para a exposição e comercialização dos produtos das feiras itinerantes serão utilizadas quatro barracas que compõem os kit feiras, fornecidos pelo Incra à Prefeitura Municipal de Caçador e à Cooperintegra – cooperativa criada e administrada por assentados da região -, que por sua vez disponibilizarão os equipamentos às 26 famílias do assentamento Hermínio Gonçalves dos Santos. Essas famílias se dividirão em quatro grupos para a comercialização em localidades distintas. A produção dessas famílias, em grande parte, é de base agroecológica/orgânica e tem a certificação da Rede Ecovida.

 

As feiras nos bairros são uma nova alternativa, tanto de comercialização para os agricultores assentados, como de consumo para a população de Caçador, que poderá adquirir alimentos mais saudáveis, produzidos de forma sustentável nas imediações da cidade e a um preço justo.

 

A proposta das feiras surgiu a partir dos encaminhamentos ocorridos durantes as reuniões do DRS (Desenvolvimento Rural Sustentável) do Banco do Brasil, que originou a elaboração do plano de negócios da cadeia de Olericultura. O objetivo é o complemento de rendas derivadas de mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), dos quais as famílias assentadas são fornecedoras.

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