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Febre do Nilo Ocidental: homem de 56 anos de Caçador tem alta e SC registra primeira morte da doença

Gabriel Malheiro

Gabriel Malheiro

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A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) confirmou nesta segunda-feira (24) dois casos de Febre do Nilo Ocidental no estado, incluindo a primeira morte pela doença na história de Santa Catarina.

Um dos casos é de um homem de 56 anos, residente em Caçador, no Oeste catarinense. Ele apresentou manifestações neurológicas, a forma mais grave da infecção, ficou internado e já recebeu alta hospitalar.

O outro caso evoluiu para óbito. A vítima era uma mulher de 77 anos, de Imbituba, no Sul do estado. Ela morreu no dia 8 de agosto. Ambos os pacientes seguem sob investigação epidemiológica para identificar os locais prováveis de infecção.
Em nota, o governo de Santa Catarina informou que “ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas e seguem sob investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os prováveis locais de infecção e detalhar a relação entre a circulação do vírus e as manifestações clínicas registradas”.

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral rara transmitida pela picada do pernilongo comum (gênero Culex). As aves silvestres são as principais hospedeiras do vírus. Não há transmissão de pessoa para pessoa. Não existe vacina nem tratamento específico — o cuidado é apenas de suporte.

A SES orienta a população a procurar atendimento médico em caso de febre acompanhada de confusão mental, alteração de consciência ou fraqueza, informando o profissional de saúde sobre possível exposição a mosquitos.
No mesmo dia, São Paulo também confirmou seus dois primeiros casos humanos da doença na história do estado (em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto). Com isso, o Brasil soma pelo menos quatro casos confirmados e uma morte pela Febre do Nilo Ocidental.

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