Fátima foi condenada a 17 anos por participação nos atos de 8 de janeiro
Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida como “Fátima de Tubarão”, deixou na tarde desta segunda-feira (27) a Penitenciária Sul Feminina de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, após decisão do Supremo Tribunal Federal que converteu sua pena em prisão domiciliar. Aos 71 anos, ela estava presa desde janeiro de 2023.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a idosa deixa a unidade prisional acompanhada dos advogados, em uma cena marcada por emoção.
Fátima foi condenada a 17 anos de prisão por crimes como golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e deterioração de patrimônio tombado, em razão da participação nos atos de Atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Mesmo fora do presídio, ela deverá cumprir medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acessar redes sociais, restrição de visitas, suspensão do passaporte e impedimento de manter contato com outros envolvidos no caso.
A decisão também beneficiou outros 17 condenados com idades entre 61 e 74 anos, que passam a cumprir pena em regime domiciliar. As penas desse grupo variam entre 13 e 17 anos.
Quem é Fátima de Tubarão
Moradora de Tubarão, Fátima ganhou repercussão nacional após a divulgação de vídeos gravados durante os atos em Brasília, nos quais aparece fazendo declarações que chamaram a atenção nas investigações.
À Justiça, ela confirmou presença nos atos, mas afirmou que suas falas não tinham intenção de incitar violência. A defesa sustentou que as expressões usadas refletiam o impacto do momento vivido.
A decisão do STF ocorre dias antes da análise, no Congresso Nacional, do veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de janeiro de 2023.








