Lusiane Borges, de 27 anos, desapareceu na quinta-feira (31), em Santa Cecília; o marido da vendedora foi preso após vestígios de sangue no porta-malas do carro, banheiro da casa e roupas
Em entrevista, a irmã da vendedora, Juracy Borges, desabafou sobre a dor. “Lusiane é mais do que uma irmã, é como se fosse minha filha. Ele me matou junto com ela. Acordar sem ela não faz sentido nenhum”, disse, emocionada. Para Juracy, a prioridade da família é encontrar o corpo para poder dar um enterro digno à irmã. “Queremos buscar o corpo dela e fazer um enterro decente para minha irmã. Não sabemos mais onde procurar.”
Marido levantou suspeitas e preferiu o silêncio
A delegada regional de Curitibanos, Roxane Fávero, deu detalhes sobre a investigação. Segundo ela, durante oitivas, o marido de Lusiane omitiu que, na sexta-feira (1º), um dia após o desaparecimento, ele saiu mais cedo do trabalho e voltou para casa, permanecendo no local por cerca de 50 minutos.
Uma câmera de videomonitoramento flagrou o veículo do suspeito retornando ao trabalho por volta das 9h12. Diante das contradições e dos vestígios de sangue encontrados no porta-malas do carro, no banheiro da casa e em roupas, a Polícia Civil solicitou a apreensão do carro e do celular do suspeito. Questionado, ele alegou que o sangue seria de uma relação sexual durante a qual Lusiane estaria menstruada, mas não soube explicar a origem do sangue no veículo.
Ao ser preso, o homem negou os fatos, mas depois optou por permanecer em silêncio. A delegada informou que o resultado do exame de DNA para confirmar se o sangue pertence a Lusiane ainda não foi concluído.
Desaparecimento e buscas
Lusiane foi vista pela última vez por volta das 18h30 de quinta-feira (31), quando câmeras de segurança a registraram caminhando sozinha, supostamente retornando do trabalho. A irmã, Juracy, estranhou o desaparecimento na sexta-feira (1º), quando Lusiane não apareceu para o almoço e faltou ao trabalho. Juracy foi até a casa e encontrou tudo em ordem, com exceção do celular da irmã, que não foi localizado.
Devido ao tempo instável, as buscas físicas com cães farejadores, que ocorreram na quarta-feira (6), foram suspensas. A investigação agora se concentra na análise de dados de inteligência e geolocalização, em uma força-tarefa entre as delegacias de Santa Cecília, Curitibanos e a CiberPC.








