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Família de jovem que morreu durante confronto policial em Blumenau diz que rapaz foi executado

A família de Douglas Igor Costódio, de 19 anos, morto em Blumenau nesta quarta-feira, dia 3, apresentou uma versão diferente da Polícia Militar (PM). A mãe do jovem diz que o filho não atirou contra os policiais antes de ser baleado. Em relato ao NSC, Marilene Custódio afirma que os militares chegaram na casa, o levaram para um cômodo e atiraram no rapaz.

 A mãe relatou que Douglas estaria no sofá quando a PM chegou para cumprir um mandado de prisão contra o filho, que tinha 32 passagens policiais, incluindo assassinato e tentativa de homicídio. Marilene relata que outras três pessoas, todas menores de idade, estavam na residência e teriam sido orientadas a sair do local.

 “Eles [os policiais] fecharam a porta da casa e levaram ele para o lado do banheiro e mataram meu filho”, afirma.

 A mulher defende que o filho não tinha armas em casa e alega que, mesmo se tivesse, Douglas não teria disparado por causa das crianças que estavam no imóvel. Marilene reconhece que o filho enfrentava processos na Justiça, mas afirma que ele também foi vítima de um crime ao ser morto.  “Não precisavam ter feito isso, bastava chegar, abordar ele e prender”, diz a mãe.

 A Polícia Militar mantém a versão de que os agentes foram recebidos a tiros pelo jovem quando iam efetuar a prisão dele, em cumprimento de um mandado. De acordo com a guarnição, a arma usada por Douglas para fazer os disparos é a mesma que aparece em publicação nas redes sociais do rapaz.

Segundo o setor de comunicação, as câmeras corporais dos policiais gravaram a abordagem. A PM informou que as imagens não podem ser disponibilizadas.

 Douglas é natural de Xaxim, no Oeste catarinense e a há cerca de dois meses, estava vivendo com a mãe e as irmãs em Blumenau, onde também mantinha um relacionamento.

 A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar o caso.

Com informações Oeste Mais 

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