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Ex-diretor da PRF é preso no Paraguai ao tentar fugir para El Salvador com documento falso

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Ex-diretor rompeu a tornozeleira eletrônica e foi detido no aeroporto tentando embarcar com passaporte falso

A tentativa de fuga do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, terminou no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, na noite de quinta-feira (25). Após romper a tornozeleira eletrônica em Santa Catarina, ele deixou o Brasil por via terrestre, atravessou o Paraná e seguiu até o país vizinho, onde foi preso ao tentar embarcar em um voo com destino a El Salvador.

Conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, a prisão foi realizada por autoridades paraguaias pouco antes do embarque. Silvinei utilizava um documento paraguaio considerado inválido. Segundo fontes ouvidas pela imprensa, tratava-se de documentação fraudulenta, supostamente usada para evitar rastreamento e facilitar a saída do continente.

Em entrevista ao ND Mais, o advogado do ex-diretor da PRF, Eduardo Simão, confirmou a prisão. “Tomei conhecimento nesta manhã que ele foi preso ontem à noite no Paraguai. Não tenho detalhes do ocorrido. Tenho conhecimento que já atua um advogado paraguaio na tutela dos interesses dele no país vizinho”, afirmou.

A tentativa de fuga ocorreu poucos dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenar Silvinei Vasques a 24 anos e seis meses de prisão. A condenação se deu por participação na tentativa de golpe de Estado e por coordenar operações da PRF que, segundo investigação da Polícia Federal, dificultaram o deslocamento de eleitores considerados desfavoráveis ao então candidato Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022.

Apesar de ainda caber recurso, Silvinei cumpria medidas cautelares e deveria permanecer sob monitoramento eletrônico, o que foi descumprido ao deixar o país. A suspeita dos investigadores é de que a viagem tenha sido planejada para evitar a futura execução da pena. A escolha de El Salvador como destino e o uso de identidade falsa reforçam, segundo as autoridades, a tentativa de ocultar o deslocamento e dificultar sua localização fora do Brasil.

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