Maduro é acusado de liderar cartel de drogas e corromper instituições da Venezuela em favor do narcotráfico
Desde 2020, Maduro é acusado pela Justiça norte-americana de conspiração para o narcoterrorismo, importação de cocaína e uso de metralhadoras e outros equipamentos destrutivos em apoio ao tráfico de drogas. Segundo o Departamento de Justiça, Maduro e outras autoridades venezuelanas lideram o Cartel dos Sóis, uma organização criminosa conhecida pelo narcotráfico. A acusação aponta que o presidente teria corrompido instituições do país e se associado com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Desreconhecimento da presidência e pressão internacional
Os Estados Unidos não reconhecem a presidência de Maduro desde 2019, alegando que ele “se declarou vitorioso fraudulentamente, apesar de evidências contrárias” nas eleições de 2024. Outros países, incluindo o Brasil, também contestaram os resultados e exigiram a divulgação transparente dos dados eleitorais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a afirmar que Maduro “sabe que está devendo uma explicação para a sociedade brasileira e para o mundo”.
No aniversário da controversa reeleição de Maduro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reforçou a posição dos EUA: “Maduro NÃO é o presidente da Venezuela e seu regime NÃO é o governo legítimo. Maduro é o chefe do Cartel dos Sóis, uma organização narcoterrorista que tomou conta do país. E ele foi indiciado por empurrar drogas para dentro dos Estados Unidos”, escreveu Rubio em suas redes sociais.
Movimentos diplomáticos em meio às tensões
Apesar das crescentes tensões geopolíticas, Maduro anunciou na sexta-feira (26) que o governo do presidente Donald Trump autorizou a retomada das atividades da petroleira norte-americana Chevron na Venezuela. No entanto, a informação ainda não foi confirmada oficialmente pela Casa Branca.
Em um movimento anterior de distensão, a Venezuela libertou dez presos estadunidenses em 18 de julho, em troca da soltura de 252 imigrantes venezuelanos que estavam detidos em uma prisão de El Salvador após serem expulsos dos Estados Unidos.
A manutenção da recompensa milionária e as declarações de autoridades americanas reiteram a pressão contínua dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro, mesmo em um cenário de pontuais negociações e trocas.








