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Erro de digitação infla patrimônio de estudante em Luzerna e revela falhas no Programa Universidade Gratuita

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Digitação

Um erro de digitação no sistema inflou o patrimônio familiar para R$ 855 milhões, conforme relatório do TCE-SC

Uma estudante da cidade de Luzerna, foi erroneamente apontada como uma das supostas beneficiárias irregulares do programa Universidade Gratuita. A falha ocorreu devido a um “erro grosseiro de digitação” que inflou seu patrimônio familiar para a cifra absurda de R$ 855 milhões, conforme revelado por um relatório do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC).

O governo estadual esclareceu rapidamente que a jovem, filha de agricultores, não possui acesso a tal montante e vive apenas da renda de estágio. A Secretaria Estadual de Educação (SED) identificou que o equívoco se deu na transferência de dados patrimoniais dos alunos, que eram enviados em papel e foram digitalizados de forma incorreta, com vírgulas posicionadas em locais errados, alterando drasticamente os valores declarados.

O deputado Jorginho Mello expressou sua indignação com a situação: “Eu recebi um vídeo da família de Luzerna e me indignou. Uma família de agricultores acusados de ter se beneficiado de bolsa gratuita e ter milhões na conta. A mãe da aluna nem sabia quanto era esse valor. Uma injustiça”.

O relatório inicial do TCE-SC havia apontado que 19 bolsistas do programa possuíam patrimônio familiar acima de R$ 200 milhões, e um total de 1.260 alunos com patrimônio familiar acima de R$ 1 milhão. O governo, entretanto, reforçou a “ilicidade que alunos em vulnerabilidade socioeconômica apresentem patrimônio tão elevado”, e confirmou que a fiscalização presencial comprovou tratar-se de erros de digitação.

Para garantir a transparência e a correção do processo, a Polícia Civil foi acionada para investigar os cadastros de mais de 50 mil bolsistas do programa. A Secretaria de Educação prepara um relatório técnico detalhado para ser enviado ao TCE.

O governador do estado destacou a importância de proteger o programa: “Se houver qualquer fraude, mesmo que isolada, vamos agir com firmeza. Mas não podemos cometer injustiças com quem realmente precisa. O Universidade Gratuita é o maior programa de democratização do ensino superior do Brasil e vamos protegê-lo com responsabilidade e justiça.”

O TCE-SC, por sua vez, reforçou que a investigação prosseguirá para identificar se as inconsistências são falhas da administração, erros das instituições ou fornecimento deliberado de informações falsas. O Tribunal também repudiou o vazamento de dados pessoais e a disseminação de desinformação.

Os dados foram encaminhados ao Ministério Público de Santa Catarina e à Secretaria Estadual de Educação para análise detalhada.

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