A parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Florestas) e Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) para o monitoramento e controle da vespa da madeira no estado começa a mostrar resultados. Nos últimos dois meses, a Epagri já identificou mais de 100 focos de infestação em Santa Catarina, que serão combatidos pela Cidasc e empresas ligadas ao setor madeireiro.
A vespa da madeira é a principal praga dos plantios de pínus no Brasil e o termo de cooperação técnica veio para evitar que o problema se espalhe no estado. Hoje, aproximadamente 40% das áreas plantadas em Santa Catarina são prejudicadas pela presença da praga, que se não for controlada pode afetar todos os reflorestamentos dentro de alguns anos. O secretário da Agricultura, Moacir Sopelsa, explica que a intenção é unir esforços para que a vespa não comprometa ainda mais os reflorestamentos, como já aconteceu nos anos 90, quando algumas áreas tiveram até 60% da produtividade afetada.
O termo de cooperação técnica possibilitou que os técnicos das regiões produtoras de pinus fossem capacitados para identificar florestas infestadas e, após a identificação dos focos, a Cidasc, a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) e os sindicatos rurais partem para o de combate da praga, por meio da aplicação nematóides. A Secretaria da Agricultura destinou R$ 50 mil para aquisição desses vermes, produzido pelo laboratório da Embrapa Florestas, que agem como inimigos naturais da vespa-da-madeira, fazendo o controle biológico da praga.
O gerente regional da Epagri em Curitibanos, Gilmar Michelon Dallamaria, acredita que com a identificação dos focos e aplicação dos nematóides, em alguns anos, o estado chegará a um nível aceitável de infestação. “Se nenhuma de ação fosse tomada, o estado poderia enfrentar um colapso de toda a cadeia produtiva da madeira, com graves conseqüências às regiões produtoras”.
Santa Catarina possui mais de seis mil empresas atuando no setor de base florestal. De acordo com dados da ACR, a área plantada com pinus no estado é de 539.377,00 ha, a segunda maior área plantada do país.








