Entidades alertam para impactos econômicos e aumento de custos com possível paralisação em mais um feriado no mês de novembro
A data é dedicada a Santa Catarina de Alexandria, que dá nome ao estado. Na justificativa, o governo sustenta que a proposta vai além do aspecto religioso e busca reconhecer um marco histórico e cultural ligado à identidade e à formação do povo catarinense.
Entretanto, representantes do comércio e da indústria demonstraram preocupação com os possíveis impactos econômicos da medida. Entidades empresariais avaliam que a criação de mais um feriado estadual pode comprometer a produtividade, gerar custos adicionais às empresas e impactar o desempenho do comércio, especialmente em um mês já marcado por paralisações.
A CDL de São José foi uma das primeiras a se manifestar oficialmente contra a proposta. A entidade encaminhou ofício aos deputados estaduais alertando para os reflexos negativos que um novo feriado pode trazer, principalmente para o setor produtivo e para o comércio varejista, que já enfrenta desafios econômicos.
Empresários argumentam que novembro concentra três datas com feriado: Finados (2), Proclamação da República (15) e Dia da Consciência Negra (20). Para o setor, a inclusão de mais um dia sem atividades pode reduzir o número de dias úteis, afetar contratos, encarecer a folha de pagamento e diminuir o faturamento, sobretudo para pequenos e médios empreendedores.
Nos bastidores, lideranças empresariais articulam diálogo com parlamentares na tentativa de sensibilizar os deputados sobre os impactos da proposta antes da votação em plenário.
O projeto segue em tramitação na Alesc e ainda será analisado pelas comissões temáticas antes de eventual deliberação final.








