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Empresário que forjou a própria morte em SC revela plano e confessa crime a jornalista

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Um empresário é acusado de assassinar um homem para forjar a própria morte, em São Cristóvão do Sul; em entrevista ao Domingo Espetacular, ele detalhou o crime

Em uma entrevista exclusiva ao jornalista Roberto Cabrini, o empresário Edilson Paulo Peter, de 45 anos, acusado de assassinar um homem para forjar a própria morte, revelou detalhes de seu plano e confessou ter ajudado a queimar o corpo da vítima. Segundo Edilson, o objetivo era lucrar cerca de R$ 2 milhões com a fraude, além de se livrar de dívidas trabalhistas que somavam R$ 700 mil.

Preso no presídio de Lages desde fevereiro, Edilson é acusado de matar Vanderlei Weschenfelder, que ele acreditava ser um morador de rua, para simular sua morte e garantir o benefício financeiro. Na conversa, o empresário, que dizia ser bem-sucedido, admitiu que o plano “fugiu do controle” e que “não existe plano perfeito”, mas nega ter sido o autor dos disparos que mataram Vanderlei. Ele atribuiu a autoria a um terceiro, o irmão de sua ex-namorada, que nega as acusações.

Para dar credibilidade à farsa, Edilson concordou em ter um dedo decepado e participou de um vídeo falso de tortura, no qual aparecia amarrado e agredido. Ele relatou que sua ex-companheira teria injetado anestesia em seu dedo e que ele concordou com a amputação por já estar “em uma situação sem saída”.

A ação, no entanto, levantou suspeitas na Polícia Civil. Segundo o delegado Fabiano Rizzatti Toniazzo, a polícia notou que a amputação não foi feita por ódio, mas sim “bem planejada”. Além disso, a ex-namorada, que Edilson usou no plano, foi considerada uma vítima, pois ele mesmo criou perfis falsos para divulgar fotos íntimas dela, o que acabou auxiliando nas investigações.

O plano começou a ruir de vez quando Edilson, buscando atendimento para uma infecção no dedo em um hospital de Itajaí, se apresentou sob um nome falso. A polícia, ao ser alertada, contatou testemunhas e funcionários do hospital, confirmando que a pessoa atendida era o próprio Edilson. Ele foi preso em Navegantes na casa de um comparsa, que confessou ter recebido R$ 15 mil para participar do crime, informação negada por Edilson.

Edilson foi denunciado por homicídio qualificado, destruição, subtração e ocultação de cadáver, além de fraude processual. Seu advogado, Guilherme de Liz Mafei, afirmou que a defesa está confiante de que “a verdade será esclarecida”. Ao final da entrevista, o empresário expressou remorso e pediu desculpas à família da vítima, afirmando que o crime “não foi premeditado” e que “fugiu do controle”.

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