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Dono de estabelecimento é preso em SC suspeito de deixar homem sangrar até a morte após furto de bonés, em SC

O dono de um bar em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi preso por suspeita de matar um homem de 41 anos que teria furtado seu estabelecimento horas antes e levado bebidas, bonés e R$ 120. A polícia acredita que o preso e o sócio tenham espancando o suposto ladrão, além de cortar os pulsos dele e deixá-lo sangrando até a morte.

Um dos donos do bar foi preso após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde de quarta-feira (10) em Joinville, no Norte do estado. O outro dono do mesmo bar, suspeito de também cometer o crime, seguia foragido até a noite desta quinta-feira (11).

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos dois e os indiciou por homicídio qualificado. “As qualificadoras são impossibilidade de defesa da vítima, motivo fútil e por meio cruel”, detalha o delegado Rodrigo Coronha, que investiga o caso.

Furto de bonés e bebidas
O furto e a morte ocorreram em 30 de maio. As câmeras de monitoramento do estabelecimento, que funciona como bar e oferece aluguel de quadras para futebol society, registraram o momento em que o homem de 41 anos entra no local, pega dinheiro no balcão. Ele aparece mexendo no refrigerador.

“A vítima furtou alguns bonés, alguma coisa de bebida e R$ 120”, conta o delegado Coronha. A quantidade exata não foi especificada. No mesmo dia os proprietários registraram boletim de ocorrência.

Eles ainda postaram nas redes sociais as imagens e pediram ajuda para encontrar o homem. Ainda na noite do dia 30 de maio, eles encontram o homem e o levaram para um terreno no baldio.

Ali ele teria sido espancado, teve os pulsos cortados e foi deixado no local, onde sangrou até morrer. O corpo foi encontrado dois dois dias depois.

Investigação
Observando as câmeras de segurança do estabelecimento, a Polícia Civil percebeu que os proprietários chegaram no bar com as roupas sujas de sangue. Eles também teriam contado para os clientes o que tinham feito.

A Polícia Civil questionou os sócios sobre onde eles estavam na noite do homicídio, mas eles não conseguiram provar que estavam no estabelecimento.

Desde então eles estavam sendo procurados pela polícia até que um deles foi abordado pela PRF ao passar de carro pelo posto na BR-101 em Joinville. Ele foi levado para o presídio e o outro segue foragido. À polícia ele negou envolvimento no crime.

Ainda de acordo com o delegado que investiga o caso, um dos indiciados já possuía antecedente criminal por tráfico de drogas. As idades deles não foram informadas. A vítima seria usuária de drogas e já havia praticado outros furtos na região.

Com informações G1 SC

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