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Doença transmitida pelo rato que matou menino vitimou outras 3 pessoas em SC em 2022

A hantavirose, infecção provocada pelos ratos silvestres, vitimou neste ano quatro pessoas em Santa Catarina até esta quarta-feira (21), segundo a Dive/SC (Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica). Outras duas pessoas contraíram o vírus e sobreviveram.

O caso que mais ganhou repercussão foi a morte de um menino de 11 anos. Ele contraiu a doença após ser mordido por um rato silvestre, em Urubici, na Serra catarinense. Há outros 18 casos estão sendo investigados na cidade, segundo o secretário municipal de Saúde, Diogo Blumer.

As outras mortes foram registradas nos municípios de Caçador, no Meio-Oeste; Agronômica e Lontras, ambas no Alto Vale do Itajaí. Também confirmaram casos da doença, sem mortes, as cidades de Águas Frias, no Oeste; e Painel, na Serra.

A quantidade de mortes por hantavírus confirmadas neste ano já supera a registrada em 2021, quando três moradores de Santa Catarina perderam a vida para o vírus. Eles eram de Caçador, Guatambu e Salete, no Oeste e Vale do Itajaí, respectivamente. Outros nove casos foram confirmados naquele ano.

Dive alerta para o aumento de roedores

O aumento no número de mortes pode estar relacionado com a maior presença dos animais que passam o vírus. No início deste mês a Dive/SC alertou para o aumento na população de roedores silvestres na Serra do Estado – especialmente em Urubici.

Os hantavírus “vivem” nestes roedores, que eliminam o vírus pela urina, saliva e fezes. Diferente dos seres humanos, os ratos não são afetados pelo parasita – eles podem carregá-lo sem adoecer. É semelhante à relação entre a Covid-19 e o morcego.

O aumento na população de roedores “pode estar relacionada a floração da Taquara Cará (Chusquea mimosa var. australis) que ocorreu no final do verão. A taquara Cará se encontra dispersa em uma extensa área de mata atlântica, de forma que o aumento na população de roedores silvestres pode se estender para outras regiões do Estado”, detalha o informativo.

Dentre as espécies estão duas que “armazenam” o hantavírus no corpo, conhecidas como rato-do-mato e o rato-do-arroz (Akodon sp e Oligoryzomys sp). A cor da pelagem desses animais pode ser avermelhada, cinza ou até cor de terra,.

Eles são diferentes do roedores urbanos pois são pequenos e vivem próximos a plantações, principalmente de grãos. No entanto podem ser encontrados em ambientes periurbanos – regiões de transição entre o urbano e o rural.

Como se prevenir?

Para prevenir a hantavirose, segundo a Secretaria de Saúde, é necessário utilizar medidas que impeçam o contato do homem com os roedores silvestres e suas excretas (fezes ou urina)”.

Dentre elas:

  • roçar o terreno em volta da casa;
  • dar destino adequado aos entulhos existentes;
  • manter alimentos estocados em recipientes fechados e à prova de roedores; e
  • adotar medidas que impeçam a interação entre o homem e roedores silvestres nos locais onde é conhecida a presença desses animais.

Saúde deve ficar atenta

A Diretoria pede que sejam reforçadas as medidas de prevenção e que as secretarias municipais de Saúde estejam atentas para detectar os casos de forma precoce. Especialmente na região serrana, que atraí turistas de todo o Brasil.

  • Sintomas (fase inicial)
  • Febre;
  • Mialgia;
  • Dor nas articulações;
  • Dor de cabeça;
  • Dor lombar;
  • Dor abdominal; e
  • Sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos e diarreia).

“Esse quadro inespecífico dura cerca de 1 a 6 dias, podendo prolongar-se por até 15 dias, e depois regredir. No entanto, quando surge um quadro de tosse seca, a doença pode evoluir para uma fase clinica mais severa, a cardiopulmonar”, detalha a Dive.

Sintomas da fase cardiopulmonar

  • Febre;
  • Dificuldade de respirar;
  • Respiração acelerada;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Tosse seca; e
  • Pressão baixa”.

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