Hungria passou por hemodiálise e uso de antídotos, e já recebeu alta, estando em recuperação
Hungria foi internado às pressas na última quinta-feira (2) em Brasília, apresentando sintomas de intoxicação química, como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica. Ele passou quatro dias no Hospital DF Star, onde recebeu tratamento intensivo, incluindo hemodiálise.
Laudo confirma metanol acima do limite
De acordo com o comunicado da assessoria, o laudo laboratorial, liberado em 6 de outubro, detectou a presença de metanol no sangue do cantor em nível de 0,54 mg/dL. Este valor está acima do limite de referência (0,25 mg/dL).
Apesar de o nível estar bem abaixo do mínimo considerado tóxico (20 mg/dL), a assessoria informou que o resultado “confirma a exposição à substância” e a suspeita de consumo de bebida alcoólica “possivelmente adulterada”.
Contradição com autoridades de saúde
O resultado laboratorial contraria diretamente a declaração feita pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na segunda-feira (6). O ministro havia afirmado que não havia indícios de intoxicação por metanol nos exames do rapper.
A Secretaria de Saúde do DF, por sua vez, emitiu nota afirmando que “não recebeu, até o momento, qualquer resultado oficial de exame que comprove a presença de intoxicação por metanol no sangue do cantor Hungria”. Até o momento, os órgãos de saúde não explicaram a divergência nos resultados. A equipe de Hungria, contudo, reforçou que o tratamento intensivo contra álcool tóxico (metanol), incluindo uso de antídoto e hemodiálise precoce, foi crucial para sua recuperação.
Detalhes da ocorrência
O rapper teria consumido vodca com amigos horas antes de ser internado. Apesar dos sintomas e da confirmação laboratorial, a Polícia Civil, que analisou as garrafas adquiridas no Distrito Federal, não encontrou vestígios de metanol nelas.
Hungria recebeu alta no domingo (5) e já iniciou a retomada de sua agenda de shows, permanecendo sob acompanhamento médico. Novos exames estão sendo realizados e os resultados definitivos são aguardados até sexta-feira (9).
O caso de Hungria ocorre em um cenário de alerta nacional: o Ministério da Saúde já havia registrado 17 casos confirmados de intoxicação por metanol e 217 notificações suspeitas associadas ao consumo de bebidas ilegais ou falsificadas no país.









