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Depois de quase 30 anos interditada e milhões investidos, ponte Hercílio Luz é reaberta

Depois de 28 anos, cinco meses e 15 dias e mais de R$ 680 milhões gastos na sua recuperação (segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa que investiga os gastos com a reforma), a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, foi reaberta por volta das 10h30 desta segunda-feira, 30.

Primeira ligação entre continente e Ilha e principal cartão-postal de Santa Catarina, a ponte, que foi construída na década de 20, recebeu o governador Carlos Moisés, dirigindo um Fusca de 1970. Em seguida, mais de 150 veículos antigos desfilaram, marcando a reabertura do local.

O desfile terminou pouco depois das 11h, quando uma multidão começou a tomar as pistas da Velha Senhora.

A cerimônia de reabertura foi realizada em uma estrutura montada na parte insular, e foi acompanhada por diversas autoridades e populares, que começaram a chegar desde cedo para ver de perto a libertação do símbolo de Santa Catarina.

Em coletiva pouco antes da cerimônia, o governador Carlos Moisés contou que se emocionou ao chegar para o evento e declarou que a reabertura marca a devolução do cartão-postal para os catarinenses.

“Essa ponte não é do governador Carlos Moisés nem de nenhum outro. Essa ponte é de todos os catarinenses”, disse, rebatendo recentes declarações do ex-governador Raimundo Colombo, que se disse responsável pela maior parte das obras de restauração. Colombo, inclusive, não teria sido convidado para o ato.

Inicialmente, a ponte estará liberada apenas para pedestres e ciclistas. O tráfego de veículos vai começar no dia 13 de janeiro com linhas de transporte público. Já os carros particulares devem passar a usar a Hercílio Luz somente no segundo semestre de 2020, em um esquema que ainda está sendo planejado pela prefeitura de Florianópolis.

Trânsito interrompido desde 1991

Totalmente interrompido em julho de 1991 depois que técnicos constataram risco de colapso na estrutura, o tráfego na Ponte Hercílio permaneceu bloqueado por exatos 28 anos, cinco meses e 15 dias. Mas os primeiros sinais de desgaste começaram ainda na década de 80, levando à primeira interdição em 1982. Em 1988, a ponte foi liberada apenas para pedestres e ciclistas, voltando a ser completamente bloqueada três anos depois, em 1991.

As obras de restauração para a reabertura duraram 13 anos. Segundo o Portal da Transparência, os gastos desde 2006 vão chegar a R$ 480 milhões quando o contrato com a empresa atualmente responsável pela obra terminar, em 2020.

Já a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) que investiga os gastos com a reforma aponta uma cifra de R$ 688 milhões, levando em conta o dinheiro usado desde a década de 80.

Da Redação do Notícia Hoje, com informações da NSC.

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