Condenados por crimes hediondos terão que obedecer novos critérios para progressão de regime. Projeto foi aprovado na Câmara e segue para análise do Senado
O debate sobre o aumento do rigor para a progressão de regime de condenados por crimes hediondos gerou divisões na Câmara dos Deputados. Enquanto a oposição se posicionou majoritariamente a favor de um maior endurecimento das regras, a base aliada demonstrou opiniões divergentes sobre o tema.
Para Tarcísio Motta (PSOL-RJ), por exemplo, a solução para a segurança pública não reside no “punitivismo” penal. “Punitivismo penal não salva vidas nem resolve problema de segurança”, afirmou o deputado.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, também teceu críticas ao texto aprovado pelo plenário. Farias trouxe à tona a questão da superlotação carcerária no Brasil. “Aqui no Brasil, a população carcerária está explodindo. Se você pega o crime pequeno e coloca o cara na cadeia, ele será vítima do PCC”, alertou, destacando os riscos de marginalização e cooptação dentro do sistema prisional.








