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Criança de 9 anos escreve carta relatando ter sido estuprada pelo pai e avô materno

A criança narrou que o pai abusava dela desde os cinco anos de idade, já o avô teria iniciado a violência há cerca de dois anos.

“Durante muito tempo trabalhei em shopping e por isso o pai ficava cuidando das crianças aos finais de semana. Os abusos aconteciam justamente quando eu estava trabalhando e ele ficava em casa. Já com o avô, os abusos aconteciam quando eu precisava que ele buscasse ela na escola”, disse.

Quando a mãe descobriu o que estava acontecendo, buscou pela polícia na delegacia e prestou queixa contra ambos. Antes mesmo de ela retornar da delegacia, o marido já havia fugido.

“Foi embora levando só a roupa do corpo e a habilitação. Foi muito chocante e doloroso descobrir isso, porque eram duas pessoas que eu confiava e que nunca desconfiei que pudessem fazer algo assim”, afirmou.

A Justiça expediu uma medida protetiva para a criança, para que o pai e o avô não se aproximem da menina. Agora ela faz acompanhamento psicológico e também tratamento médico, para se recuperar das lesões físicas e prevenir doenças sexualmente transmissíveis que ela possa ter tido contato.

Traumas

A mãe conta que os trauma dos anos de abuso sexual são difíceis de enfrentar, mesmo com o apoio da família e dos psicólogos. A menina passou a ter crises de ansiedade e teme a todo momento reencontrar com os abusadores.

“Ela sempre teve problemas pra dormir, chorava à noite, tinha pesadelos e agora está pior, ela está sofrendo de crises de ansiedade. Desde que o pai fugiu, ela teme que ele volte e acorda assustada, achando que ele está no quarto dela, na janela ou até em cima do telhado. Estamos fazendo acompanhamento psicológico, para tratar esse trauma que destruiu a infância dela, mas vai ser um processo longo”, disse.

Uma das formas de se expressar sobre os traumas é por meio da escrita. Sem conseguir falar ou desenhar o que sofria, a menina passou a escrever a violência que foi vítima. Além de ser um desabafo, as cartas vão ser úteis na investigação.

As investigações

De acordo com a Polícia Civil, o pai da menina tem 33 anos e trabalhava como gesseiro. Ele está sendo investigado pelo crime, mas ainda não foi localizado para prestar depoimento.

O avô tem 78 anos, é um pedreiro aposentado e também é investigado pelo crime. Ele já prestou depoimento sobre o caso e nega os abusos.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a caso segue sendo investigado, sob sigilo, na Delegacia da Mulher de São José dos Campos. A equipe da unidade ouviu a representante da vítima e aguarda o resultado dos laudos periciais para análises e esclarecimentos dos fatos.

Com informações do g1

 

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