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Criança de 5 anos apresenta intoxicação após frequentar piscina que matou professora em academia de SP

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Investigação aponta excesso de cloro na água; sócios da academia foram indiciados por homicídio com dolo eventual

Uma criança de cinco anos apresentou complicações de saúde após frequentar a piscina da academia C4 Gym, em Santo André, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu no último sábado (7) após sofrer intoxicação.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a criança havia sido matriculada na academia por recomendação médica. Segundo relato, desde o início das aulas de natação, ela passou a apresentar piora no quadro respiratório.

Com a repercussão do caso, o médico responsável teria identificado possível intoxicação por cloro como causa dos sintomas e emitido laudo apontando o produto químico como fator determinante para o agravamento da saúde da criança. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pela investigação.

Conforme a apuração, análises técnicas indicaram que a carga de cloro utilizada em um único dia equivaleria à quantidade recomendada para uma semana inteira. Segundo o delegado, o excesso do produto teria sido aplicado para evitar o fechamento da piscina, “visando ao lucro máximo”.

Os três sócios do empreendimento são investigados pela Polícia Civil. Eles foram indiciados por homicídio com dolo eventual após a morte de Juliana e a intoxicação de outros frequentadores. A investigação aponta que os responsáveis não teriam adotado medidas adequadas para garantir a segurança de alunos e funcionários.

Professora morreu após passar mal na piscina

No sábado, Juliana Faustino sofreu uma parada cardíaca logo após sair da aula de natação. O marido dela, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que a acompanhava, também apresentou mal-estar enquanto estava na piscina.

O casal comunicou o professor responsável e seguiu para atendimento no Hospital Santa Helena. No entanto, Juliana não resistiu aos sintomas de intoxicação. Vinicius foi internado em estado grave.

O caso segue sob investigação, enquanto outras possíveis vítimas passam por avaliação médica.

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