As contas de luz dos catarinenses terão aumento médio de 38% em março. A autorização foi dada nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão federal que controla as alterações tarifárias da distribuição de eletricidade.
O aumento de 24,8% soma com uma elevação média de 13% a 14%, de acordo com a Celesc, com os novos valores das bandeiras tarifárias.
Para consumidores residenciais, o aumento será de 34%, levando em conta a alta extraordinária na tarifa e as bandeiras tarifárias. Na outra ponta, a indústria, que consome energia em alta tensão, vê a luz subir 43%. Os números se baseiam nos valores divulgados pela Aneel somados a estimativas da Celesc para o aumento no novo sistema de bandeiras, que começou a ser aplicado no início deste ano e já teve uma alta no valor cobrado.
A alta de agora, no entanto, não impedirá a revisão anual das contas da Celesc, realizada tradicionalmente em agosto. Seu único impacto, que pode se confirmar ou não, é o próximo aumento ser pequeno devido a essa revisão deste mês, que não estava no calendário oficial da agência.
Bandeiras tarifárias
A Aneel também aprovou nesta sexta-feira o sistema de bandeiras tarifárias. A partir de março, em Santa Catarina, isso elevará o custo de energia em R$ 5,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Isso ocorre porque a região Sul está sob a bandeira de custo mais alto, a vermelha.
De acordo com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, apenas com esse novo mecanismo deve ocorrer uma aumento médio de 13% a 14% nas contas de luz dos catarinenses. Os valores entram em vigor a partir do dia 2 de março e será aplicada uma bandeira tarifária única para todo o país.
O sistema funciona da seguinte maneira: a bandeira verde indica condições favoráveis de geração de energia e, nesse caso, a tarifa não sofre acréscimo. Na bandeira amarela, as condições de geração são menos favoráveis e, por isso, a tarifa tem acréscimo de R$ 2,50 (sem impostos) para cada 100 kWh consumidos (e suas frações).
Se houver condições mais custosas de geração, a vermelha é acionada é há um acréscimo de R$ 5,50 (sem impostos) para cada 100 kWh consumidos – e suas frações. Nessa última bandeira, apenas levando em conta o valor da cobrança, ocorreu um aumento de 83%, diante do custo de R$ 3 reais que estava vigorando desde o início do ano.
A bandeira amarela teve uma alta de 66%. Mas todas as regiões do país estão atualmente na bandeira vermelha. E a região Sul nunca registrou uma bandeira verde desde o início de testes do sistema.
Indústria e comércio
O aumento no custo da energia tem impactos não só na casa das pessoas, mas que também pesam no bolso da população. É o chamado efeito indireto nos preços. A alta na conta de luz afeta também lojas, fábricas e todos os outros tipos de negócio. E a solução deles aparentemente vai ser uma: repassar o custo no preço dos produtos.
O indicativo das indústrias catarinenses é o mesmo. Devem acrescentar no cálculo do custo de produção esse aumento vender mais caro o produto para os seus clientes.








