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Conhecimento de si mesmo

[box type=”shadow” align=”alignleft” class=”” width=””]“Enquanto muitos buscam fora o que está dentro de si, outros procuram conhecer-se e usar então de suas faculdades adormecidas pelo comodismo da busca de soluções”[/box]

Muitas de nossas ações são voltadas para o exterior e na maioria dos minutos que ficamos conosco, não detectamos o real valor que existe em nós mesmos. A sabedoria que temos em nosso poder, pode ser usada para nossa melhora diária em todos os sentidos. Basta que encontremos um caminho em nós ou então alguém que nos mostre esse caminho e assim poderemos determinar novos horizontes a partir de tudo aquilo de bom que temos em  nós.

No fim de cada dia devemos nos interrogar, questionar nossa consciência, sobre nossos deveres, será que faltou algum dever neste dia? Será que alguém está se queixando de mim? Após estes questionamentos que podem ser a cada dia pelo menos, poderemos detectar que por vezes precisamos de reformas diárias de nós mesmos. As divindades são assessoras de nossa vida dia a dia, mas para isso precisamos crer. A partir de então, na nossa noite, antes do acomodar-se para o descanso, é aplausível se questionar, fazer um breve resumo em pensamento de como foi nosso dia e, por fim, rogar para que, após esse descanso da noite, possamos acordar mais despertos e evitar situações de não progresso e sim, se estabelecer o máximo possível em atitudes de elevação continua.

Se erremos no dia que se passou, precisamos reconhecer o erro e não acobertá-lo. Os erros são situações que todo ser comete, pois não somos perfeitos e os percalços sempre existirão em nossa caminhada, pois sem eles, não teríamos degraus para subir adiante em nossa missão existencial do hoje. Sabendo o que somos, nossas atitudes do dia, teremos maior consciência a cada dia de que nos conhecemos melhor.

O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, como você qualificaria, se praticada por outra pessoa? Se a censurais no outro, não poderia ter por legítima quando fosses você o autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.

Mas consulte, por conseguinte, à sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extrair de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros é claro e certo que a conta destes será mais avultada que a dos descuidados. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar no outro dia ou na outra vida.

Formule, de você para si mesmo, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade mais eterna. Não trabalhais todos os dias com o intuito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, preenchido por vezes pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Mas é preciso agir agora se conhecendo para que o futuro seja mais certo e confortável.

Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de nosso Eu interior, interrogássemos mais seguidamente a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos. A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou um não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que não outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.

E, seguindo-se pela lógica e situações da maioria, os seres humanos convivem com um estranho dentro de si, que é seu Eu desconhecido. Por outro lado, na forma física, a maioria desconhece até mesmo os mecanismo do seu corpo, suas funções e seu funcionamento. O processo de conhecer-se integralmente está afastado do seres hoje, pois a gama de afazeres em prol da sobrevivência está muito apurada, todos tem pressa de ter o que precisam, viver bem, estarem satisfeito, mesmo não se conhecendo. Assim sendo, na passagem pela vida, somente param para pensar nisso quando se abate uma doença ou as dificuldades, geralmente as de cunho financeiro.

Uma das façanhas mais eficazes e que, embora esquecida e não usada, já está inserida em cada um: é a sintonia consigo mesmo, ou seja, desde o aceitar-se, o agradecer eterno, o doar-se aos outros, silenciar em oração necessária para poder obter mais auxilio espiritual, o conforto que todos precisam ter e sentirem-se mais felizes. Comece a vislumbrar hoje tudo aquilo que existe em você, fisicamente, emocionalmente e espiritualmente como filhos do criador que somos todos nós.

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