Sistema no Atlântico Sul traz frente fria intensa, vento, queda de temperatura e risco de temporais no Sul e Sudeste
Apesar de o ciclone permanecer em alto-mar, distante do continente, os ventos gerados pelo sistema devem influenciar o litoral brasileiro, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
Outro fator que chama atenção é a chegada de uma massa de ar frio de origem polar, considerada forte e pouco comum para o período.
Segundo a empresa de meteorologia Climatempo, mesmo afastado da costa, o ciclone deve intensificar os ventos sobre o oceano, provocando agitação marítima ao longo do litoral das regiões Sul e Sudeste do país.
A massa de ar polar que acompanha a frente fria deve atuar com maior intensidade sobre o leste da Argentina e o Uruguai. Ainda assim, por causa da extensão do sistema, ventos marítimos moderados a fortes devem atingir partes do Sul e do Sudeste do Brasil.
Essas correntes de ar vindas do oceano podem influenciar tanto a temperatura quanto as condições de chuva, principalmente em cidades próximas ao litoral.
Frente fria aumenta risco de temporais
A passagem da frente fria associada ao ciclone pode provocar diferentes impactos nas regiões Sul e Sudeste.
Entre os efeitos previstos estão chuva moderada a forte, maior incidência de raios e episódios de chuva volumosa e persistente, especialmente em áreas litorâneas.
Também há previsão de ventos moderados a fortes no mar, possibilidade de ressaca e entrada de ventos frios no interior do continente. A queda nas temperaturas deve ocorrer acompanhada de períodos prolongados de céu nublado no leste das duas regiões.
Esse cenário também aumenta o risco de deslizamentos de terra em áreas de encosta e alagamentos em centros urbanos, especialmente onde houver maior volume de chuva.
A frente fria associada ao ciclone deve avançar pelo Sul do Brasil entre os dias 7 e 8 de março. Durante o fim de semana, pancadas de chuva acompanhadas de raios devem atingir estados da região, com possibilidade de episódios de chuva moderada a forte.








